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Casa Branca defende aparição de Trump com Bíblia: 'Mensagem forte'

1º.jun.2020 - O presidente dos EUA, Donald Trump, posa com uma Bíblia em frente à Igreja Episcopal de St. John, em Washington, DC  - Brendan Smialowski/AFP
1º.jun.2020 - O presidente dos EUA, Donald Trump, posa com uma Bíblia em frente à Igreja Episcopal de St. John, em Washington, DC Imagem: Brendan Smialowski/AFP

03/06/2020 19h47

A Casa Branca defendeu veementemente hoje a polêmica aparição de Donald Trump com a Bíblia na mão em frente a um templo perto da residência presidencial, depois de ordenar a dispersão repressiva a uma manifestação nos arredores do local.

"O presidente queria enviar uma mensagem forte", disse a porta-voz Kayleigh McEnany, garantindo que Trump seguiu os passos de grandes figuras, como o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill.

"Ao longo dos séculos, vimos presidentes e líderes experimentarem momentos fortes de liderança e símbolos importantes para um país", disse McEnany.

Foi assim que Churchill agiu, disse ela, "que foi pessoalmente ver os danos causados pelas bombas [em Londres durante a Segunda Guerra Mundial], em uma poderosa mensagem de liderança para o povo britânico".

Trump caminhou na segunda-feira da Casa Branca até a Igreja de São João, um edifício icônico localizado nas proximidades e danificado em meio aos protestos no fim de semana, para fazer uma foto logo após a repressão aos manifestantes.

O fato provocou críticas indignadas dos líderes políticos e religiosos, que também lamentaram que o morador da Casa Branca se apresentasse com uma Bíblia nas mãos diante dos fotógrafos.

Mariann Budde, episcopisa da diocese de Washington, à qual pertence a igreja de São João, classificou como "profundamente ofensivo" o uso de algo sagrado "incorretamente para um gesto político".

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