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Reverendo diz que ida de Trump a igreja o surpreendeu: "Momento surreal"

O presidente dos EUA, Donald Trump, segura uma Bíblia enquanto fica em frente à Igreja Episcopal de São João em frente à Casa Branca - TOM BRENNER/REUTERS
O presidente dos EUA, Donald Trump, segura uma Bíblia enquanto fica em frente à Igreja Episcopal de São João em frente à Casa Branca Imagem: TOM BRENNER/REUTERS

Do UOL, em São Paulo

01/06/2020 22h37Atualizada em 02/06/2020 08h11

O reverendo Robert Fisher, um dos responsáveis pela igreja St. John's, localizada na Praça Lafayette, perto da Casa Branca, disse ter sido surpreendido com a visita do presidente americano Donald Trump, no início da noite de hoje. Ele foi ao local e posou para fotos segurando uma bíblia, enquanto manifestantes eram dispersados com bombas de gás lacrimogêneo pela segurança.

A igreja fica próxima à Casa Branca e teve parte do jardim incendiado durante protestos realizados no domingo pela morte de George Floyd, que foi asfixiado por um policial na semana passada.

Fisher afirmou que a ida de Trump ao local foi surreal. "Eu não tinha ideia do que ia acontecer às 19h. Eu tenho ouvido tudo, é claro, e honestamente, parece um momento surreal para mim. Então, sim, é como se eu estivesse em algum universo alternativo de alguma forma", disse ele, em fala reproduzida pelo canal FOX News.

O reverendo explicou que o fogo não se alastrou nas dependências. "Esse foi realmente um momento muito positivo, porque, pessoalmente, fiquei emocionado ao ver que o fogo apenas queimava o berçário e não se expandia", afirmou.

Apesar da situação, Fisher fez questão de exaltar a legitimidade dos protestos ocorridos nos EUA. Segundo eles, a maioria dos manifestantes é pacífica e diz que eles precisam "permanecer nessa mensagem de combate ao racismo". "Essa é a única maneira de obtermos cura e progredir realmente", acrescentou.

Mobilização de militares

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje em discurso na Casa Branca que pode mobilizar militares para "acabar com os protestos" que vêm tomando conta do país nos últimos dias desde a morte de George Floyd. Citando a expressão "lei e ordem" mais uma vez, Trump ameaçou colocar o exército nas ruas do país caso os estados não consigam controlar a crise.

"Estou mobilizando milhares e milhares de soldados fortemente armados", disse o presidente, que conclamou os governadores a agir. Mais cedo, Trump já havia chamado os chefes dos estados de "fracos" e cobrou que eles "dominem" os manifestantes.

"Se vocês não os dominarem, estão perdendo tempo. Eles vão atropelá-los. Vocês vão parecer um bando de imbecis. Vocês têm de dominar", repetiu o presidente americano em uma videoconferência com os governadores.

No pronunciamento, voltou a chamar a atenção deles. "Prefeitos e governadores devem estabelecer uma presença esmagadora de agentes da lei até que a violência seja contida", avisou Trump.

"Se uma cidade ou estado se recusar a adorar as ações necessárias para defender a vida e a propriedade de seus residentes, então eu irei enviar os militares dos Estados Unidos e resolverei o problema rapidamente para eles", afirmou o presidente.

Trump afirmou que as pessoas que ameaçarem vidas ou propriedades durante os protestos "vão enfrentar punições severas e sentenças longas na cadeia". O presidente americano classificou os atos de violência dos protestos como "terrorismo doméstico".

Enquanto Trump falava, no lado de fora manifestantes eram dispersados com gás lacrimogêneo pela segurança. Após o pronunciamento, Trump deixou a Casa Branca a pé com a escolta do Serviço Secreto e foi até a igreja St. John's, onde posou para fotos segurando uma bíblia.

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