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Furacão Zeta toca o solo na costa da Louisiana, nos EUA

28/10/2020 21h21

Miami, 29 Out 2020 (AFP) - O furacão Zeta atingiu hoje o sul dos Estados Unidos, levando ventos de até 175 km/h e grandes ondas para a Louisiana, um estado atingido várias vezes durante a intensa temporada de tempestades.

Convertido em um furacão de categoria 2 (em uma escala de 5), o Zeta se fortaleceu e se moveu em direção a uma área remota perto da vila de Cocodrie, no sudeste da Louisiana, na tarde de quarta-feira. Esperava-se que o fenômeno varresse a cidade de Nova Orleans antes de ir para a costa do Mississippi.

O Centro Nacional de Furacões (NHC), com sede em Miami, emitiu um alerta que incluía Nova Orleans e avisou que uma "tempestade com potencial mortal e ventos fortes são esperados em partes do norte da Costa do Golfo".

"Isto não é uma simulação", disse a prefeita de Nova Orleans, LaToya Cantrell, ao advertir que o furacão estava prestes a impactar a cidade.

Foi emitido um alerta de furacão que se estende da cidade de Morgan City, Louisiana, até a fronteira entre Mississippi e Alabama.

Além dos ventos e das chuvas fortes, o NHC também alertou sobre os perigos do aumento do nível do mar.

O presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, aprovou a declaração do estado de emergência para a Louisiana na terça-feira à noite, permitindo a liberação de recursos federais, anunciou a Casa Branca.

O Zeta atingiu a Louisiana a apenas seis dias das eleições presidenciais, mas não se esperava que seu andamento fosse afetado, já que a votação antecipada já terminou no estado.

Proteção

Quando as primeiras chuvas e ventos começaram, os residentes de Nova Orleans correram para se preparar, protegendo suas janelas, movendo veículos e barcos para áreas mais altas e, em alguns casos, empilhando sacos de areia como proteção contra possíveis inundações.

Esta é a quinta grande tempestade a atingir a Louisiana este ano. A região de Nova Orleans teve que ficar de guarda várias vezes, embora ainda não tenha sofrido um forte impacto.

Desta vez, no entanto, as autoridades locais pediram que a população ficasse atenta, especialmente devido ao risco de ventos perigosos e os danos e cortes de energia que podem seguir.

As inundações pareciam uma ameaça menor, mas as comportas da cidade foram fechadas e os operadores de bombas, que poderiam ter dificuldades em impedir que a água chegue às ruas, estavam preparados.

A tempestade deixou a bióloga Annie Quattlebaum e seus amigos de Denver, que visitavam Nova Orleans, presos na cidade, pois seu voo foi cancelado.

"Amigos que conhecem a área e o tempo nos disseram para ter comida e nossos telefones carregados", disse Quattlebaum, usando máscara. "Não vamos fazer nada estúpido. Só vamos nos proteger enquanto isso passa".

Pobres pessoa

Nas margens do Lago Catherine, no extremo nordeste da cidade, onde muitos moradores têm casas de fim de semana e pescadores trabalham, os barcos foram colocados no alto das estradas.

"Isso faz parte da vida aqui", afirmou Geoff Wallace enquanto o céu escurecia. "Essas pobres pessoas", lamentou ele sobre os proprietários dos barcos. "Tiveram que passar por isso quatro ou cinco vezes este ano. É exaustivo."

Nova Orleans ainda está traumatizada pelo furacão Katrina, que inundou 80% da cidade e deixou mais de 1.800 mortos 15 anos atrás. As defesas contra furacões melhoraram muito desde então, mas não foram realmente testadas na área urbana.

O furacão Zeta, que se formou sobre o mar do Caribe, chegou ao continente na noite de segunda-feira próximo a Ciudad Chemuyil, no estado mexicano de Quintano Roo. Sua passagem não fez nenhuma vítima, segundo o governador.

A temporada de furacões, que ainda não acabou, está particularmente intensa este ano. Como a lista de nomes previstos acabou, os meteorologistas começaram a identificá-los com o alfabeto grego.

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