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As 11 vacinas contra a covid-19 que estão na última fase de testes clínicos em humanos

Enfermeira prepara candidata a vacina contra o coronavírus para aplicação em voluntário em Moscou - TATYANA MAKEYEVA
Enfermeira prepara candidata a vacina contra o coronavírus para aplicação em voluntário em Moscou Imagem: TATYANA MAKEYEVA

18/11/2020 10h13Atualizada em 18/11/2020 11h03

Paris, 18 Nov 2020 (AFP) - Das 48 vacinas experimentais contra a covid-19 que se encontram atualmente em testes clínicos em humanos, apenas 11 entraram na fase 3, a última antes da homologação pelas autoridades, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

A seguir um resumo das primeiras vacinas que podem chegar ao mercado.

"RNA mensageiro", a vanguarda

Essas são atualmente as vacinas potenciais que parecem as mais avanças e que utilizam uma tecnologia inovadora, que consiste em injetar nas células humanas fragmentos de instruções genéticas chamadas RNA mensageiro, para que produzam proteínas ou "antígenos" específicos de coronavírus. Essas proteínas serão enviadas ao sistema imunológico, que então produzirá anticorpos.

Pfizer: o grupo farmacêutico americano e seu sócio alemão BioNTech se preparam para solicitar à Agencia de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos uma autorização de utilização de emergência para uma vacina que poderia estar disponível até o fim do ano. As empresas apresentaram há alguns dias resultados provisórios da fase 3 com uma eficácia de "mais de 90%" nos participantes, antes de anunciar hoje resultados completos que mostram uma eficácia de 95%.

Moderna: a empresa americana de biotecnologia anunciou na segunda-feira (16) que sua vacina tem eficácia de 94,5%. Planeja produzir 20 milhões de doses até o fim do ano.

Tecnologia do vírus inativado, bem conhecida

Várias vacinas apostam nesta tecnologia: os agentes infecciosos do SARS-CoV-2 são tratados quimicamente, ou por calor, para perder a nocividade, ao mesmo tempo que conservam a capacidade de provocar uma resposta imunológica. É a forma mais tradicional de vacinação.

Sinovac: a empresa de biotecnologia chinesa iniciou um teste de fase 3 para a CoronaVac com milhares de voluntários, principalmente no Brasil.

Sinopharm: outro laboratório chinês, tem dois projetos de vacinas com institutos de pesquisas chineses. O país prevê uma capacidade de produção até o fim do ano de 610 milhões de doses por ano de várias vacinas contra a covid-19 e o governo já autorizou o uso urgente de algumas delas.

A empresa indiana Bharat Biotech começou a recrutar em novembro quase 26 mil pessoas para a sua Covaxin, desenvolvida com o apoio do governo, e aposta em uma vacina disponível no primeiro semestre de 2021.

Vacinas de vetores virais

As vacinas de "vetor viral" usam como suporte outro vírus mais virulento, transformado para adicionar uma parte do vírus responsável pela covid-19. O vírus modificado penetra nas células das pessoas vacinadas, que fabricam uma proteína típica do SARS-CoV-2, educando seu sistema imunológico a reconhecer o novo coronavírus.

AstraZeneca, grupo anglo-sueco, e a Universidade de Oxford: sua vacina utiliza como vetor viral um adenovírus. Os resultados do teste de fase 3 são aguardados para as próximas semanas.

Johnson & Johnson: a empresa americana iniciou dois testes clínicos de sua candidata, composta por um adenovírus modificado, uma de apenas uma dose e a outra com duas doses. Em todo o mundo 90 mil voluntários devem participar da pesquisa. Os resultados devem ser anunciados no primeiro trimestre de 2021.

CanSino Biological: a empresa chinesa desenvolveu a "Ad5-nCoV" em conjunto com o exército, uma vacina baseada em adenovírus. Os testes de fase 3 começaram no México, Rússia e Paquistão.

Sputnik V: desenvolvida pelo Centro de Pesquisas em Epidemiologia Gamaleya, em parceria com o ministério russo da Defesa, esta vacina se baseia na utilização de dois vetores virais, dois adenovírus. Os russos anunciaram recentemente uma eficácia de 92%. Porém, o lnstituto Gamaleya foi acusado de romper os protocolos habituais para acelerar o processo científico. Vários políticos russos anunciaram que foram vacinados com a Sputnik V.

Uma vacina de proteína recombinante

Novavax: a empresa de biotecnologia americana trabalha em uma vacina chama "subunitária" recombinante. O coronavírus possui em sua superfície algumas pontas (proteínas virais) para entrar em contato com as células e infectá-las. Essas proteínas podem ser reproduzidas e apresentadas depois ao sistema imunológico para provocar uma reação.

A Novavax iniciou em setembro o teste clínico de fase 3 no Reino Unido e no fim de novembro deve começar um teste nos Estados Unidos. Dados preliminares são aguardados para o primeiro trimestre de 2021.

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