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Jamil Chade

Vacina da Moderna apresenta eficácia de 94,5%, diz empresa

Vacina da Moderna contra COVID-19 tem eficácia de 94,5%, revela estudo preliminar - Imagem: Daniel Schludi (Unsplash)
Vacina da Moderna contra COVID-19 tem eficácia de 94,5%, revela estudo preliminar Imagem: Imagem: Daniel Schludi (Unsplash)
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

16/11/2020 09h11

A vacina da empresa americana Moderna contra a covid-19 revela resultados positivos e um grau de eficácia de 94,5%. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pela empresa, com sede nos EUA, ao concluir os resultados preliminares da Fase 3 dos testes clínicos.

Trata-se do terceiro resultado positivo de uma vacina uma semana, depois que a Pfizer e o governo russos também indicaram eficácia de mais de 90% de seus produtos. No mundo, o número de pessoas contaminadas pelo vírus vem batendo recordes diários de novos casos e mortes.

No caso da Moderna, o teste foi realizado com 95 participantes com casos confirmados de COVID-19. A empresa agora "pretende submeter-se a uma Autorização de Utilização de Emergência" nos EUA nas próximas semanas.

Por enquanto, não há previsão de venda da vacina para fora dos EUA em 2020. Antes do final do ano, a expectativa é de que 20 milhões de doses possam ser liberadas ao mercado americano. Mas a empresa garante que terá uma capacidade de produção que poderá chegar a 1 bilhão de doses em 2021.

Um de seus obstáculos, porém, deve ser o preço. Hoje, a previsão é de que ela chegue ao mercado por um valor dez vezes superior ao produto da AstraZeneca.

Outro obstáculo é a logística para seu armazenamento. A vacina terá de ser estocada a uma temperatura de -20 graus Celsius, o que representará um desafio para muitos locais do mundo com escassez de abastecimento de energia ou locais refrigerados.

"Esta primeira análise provisória baseou-se em 95 casos, dos quais 90 casos de COVID-19 foram observados no grupo placebo contra 5 casos observados no grupo mRNA-1273, resultando numa estimativa pontual da eficácia da vacina de 94,5%", diz a empresa, em um comunicado.

"Os 95 casos da COVID-19 incluíram 15 adultos mais velhos (com mais de 65 anos) e 20 participantes identificados como sendo de diversas comunidades (incluindo 12 hispânicos ou latinos, 4 negros ou afro-americanos, 3 asiáticos-americanos e 1 multirracial)", apontou.

De acordo com a empresa, os testes não revelaram "quaisquer preocupações de segurança significativas".

"Uma análise dos eventos adversos solicitados indicou que a vacina era geralmente bem tolerada", informou. "A maioria dos eventos adversos foi de gravidade ligeira ou moderada", constata.

"A análise preliminar sugere um perfil de segurança e eficácia amplamente consistente em todos os subgrupos avaliados", diz.

"Este é um momento crucial no desenvolvimento da nossa candidata à vacina COVID-19", disse Stéphane Bancel, diretor-executivo da Moderna.

"Desde o início de janeiro, temos perseguido este vírus com a intenção de proteger o maior número possível de pessoas em todo o mundo. Desde o início, sabemos que cada dia importa. Esta análise preliminar positiva do nosso estudo de Fase 3 deu-nos a primeira validação clínica de que a nossa vacina pode prevenir a doença COVID-19, incluindo doenças graves", completou.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL