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Blinken chega a Kiev para apoiar a Ucrânia contra a Rússia

Chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, está na Ucrânia para apoiar o país contra a Rússia após semanas de tensão - Mandel Ngan/AFP
Chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, está na Ucrânia para apoiar o país contra a Rússia após semanas de tensão Imagem: Mandel Ngan/AFP

05/05/2021 19h12Atualizada em 05/05/2021 20h08

O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, chegou à Ucrânia na noite desta quarta-feira (5) para apoiar o país contra a Rússia após semanas de tensão, mas também para exigir esforços na luta contra a corrupção.

Blinken, primeira autoridade americana a visitar a Ucrânia desde que Joe Biden assumiu a presidência, se encontrará com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, e outros altos funcionários, além de ativistas pró-reforma e anticorrupção na quinta-feira.

Blinken "reafirmará o apoio inabalável dos Estados Unidos à soberania e integridade territorial da Ucrânia em face da agressão russa", revelou seu conselheiro para a Europa, Philip Reeker, na última sexta-feira.

O ex-embaixador ucraniano Kostiantyn Ielyseev, fundador do centro de análises New Solutions Center, disse que esta viagem é "um bom sinal de apoio à Ucrânia".

A visita ocorre menos de duas semanas após uma nova escalada de tensões entre a Rússia e a Ucrânia desde que os pró-ocidentais chegaram ao poder em Kiev e Moscou anexou a Crimeia em 2014.

Por várias semanas em abril, a Rússia enviou dezenas de milhares de soldados à fronteira, oficialmente para "exercícios militares" que fizeram a Ucrânia e os ocidentais temerem uma possível invasão.

Este envio de tropas foi acompanhado por novos confrontos no leste da Ucrânia, onde Kiev luta contra separatistas pró-russos apoiados por Moscou desde 2014.

Além das tensões internacionais, o chefe da diplomacia norte-americana também exigirá de Kiev avanços na luta contra a corrupção e nas reformas para modernizar esta ex-república soviética.

A decisão da Ucrânia de destituir em abril Andrii Koboliev, chefe da gigante de energia Naftogaz, com reputação de reformista, desagradou tanto Washington quanto Bruxelas.

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