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Talibãs chegam às portas de cidade-chave Kunduz no Afeganistão

Talibãs cercaram, nesta segunda-feira (21), a cidade-chave de Kunduz, no nordeste do Afeganistão, aumentando a pressão sobre as forças do governo obrigadas a abandonar vários distritos - Nasir Waqif/AFP
Talibãs cercaram, nesta segunda-feira (21), a cidade-chave de Kunduz, no nordeste do Afeganistão, aumentando a pressão sobre as forças do governo obrigadas a abandonar vários distritos Imagem: Nasir Waqif/AFP

21/06/2021 11h09Atualizada em 21/06/2021 11h34

Os talibãs cercaram, nesta segunda-feira (21), a cidade-chave de Kunduz, no nordeste do Afeganistão, aumentando a pressão sobre as forças do governo obrigadas a abandonar vários distritos, segundo fontes locais.

"A situação é preocupante em Kunduz. Os combatentes talibãs estão nas portas da cidade e enfrentarão o exército", disse à AFP Amruddin Wali, membro do conselho provincial.

"Nesta manhã, os talibãs tomaram o controle da ponte de Ashin [no norte da cidade] e bloquearam o acesso a Kunduz" na fronteira com Tajiquistão ao norte e na estrada principal para Cabul, ao sul, acrescentou.

Uma fonte de segurança, que rejeitou ser identificada, confirmou essas informações para um correspondente da AFP no local.

Segundo esta fonte, as forças de segurança afegãs perderam três distritos ao se retirarem "após uma semana de intensos combates".

"Se as forças afegãs não receberem apoio aéreo, será uma catástrofe", alerta este responsável.

Os insurgentes "realizam operações ao redor de Kunduz, mas não lançaram nenhuma ofensiva contra a cidade", afirmou à AFP seu porta-voz Zabihullah Mujahid.

Kunduz caiu duas vezes nas mãos dos talibãs, em 2015 e em 2016, antes de ser reconquistada.

O porta-voz da polícia local, Inamuddin Rahmani, informou à mídia local "50 talibãs mortos e 30 feridos nas últimas 24 horas". No entanto, segundo ele, "as forças de segurança estão em seus postos".

Os talibãs aumentaram suas ofensivas desde o início da retirada das forças americanas no início de maio, que deve ser concluída em 11 de setembro.

Segundo os termos do acordo assinado com os insurgentes em fevereiro de 2020, os americanos não recorrerão à força aérea, exceto se os rebeldes ameaçarem as principais cidades.

Os talibãs estão presentes atualmente em quase todas as províncias afegãs e cercam várias grandes cidades, como já fizeram nos anos 1990 para dominar quase todo o país e instalar um regime islâmico.

A intervenção dos EUA em 2001 os expulsou do poder. O sul está novamente sob o amplo controle do Talibã, com exceção das grandes cidades.

Um responsável talibã reafirmou no domingo sua vontade de instaurar "um autêntico governo islâmico mediante a negociação", mas as negociações com o governo afegão iniciadas em setembro em Doha estão paralisadas.

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