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ONU se prepara para condenar embargo dos EUA contra Cuba pela 29ª vez

Embargo dos EUA contra Cuba só não foi condenado por dois países em 2019, além do país que o aplica: Israel e Brasil - AFP
Embargo dos EUA contra Cuba só não foi condenado por dois países em 2019, além do país que o aplica: Israel e Brasil Imagem: AFP

Em Nova York (EUA)

23/06/2021 10h17Atualizada em 23/06/2021 11h41

A ONU (Organização das Nações Unidas) deve condenar hoje pela 29ª vez o embargo americano imposto a Cuba há quase seis décadas, previsivelmente com a oposição de Estados Unidos, Israel e Brasil.

Como acontece anualmente desde 1992, após um ano de pausa devido à pandemia de covid-19, a Assembleia Geral da ONU votará a resolução cubana de condenação do embargo, a partir das 10h (11h de Brasília). A expectativa é que o texto seja aprovado por grande maioria.

Na última votação, em novembro de 2019, o embargo contra Cuba foi condenado por 187 votos contra três, os habituais Estados Unidos e Israel e, pela primeira vez, o Brasil, após a eleição de Jair Bolsonaro.

Apenas dois países optaram pela abstenção: Ucrânia e, pela primeira vez, a Colômbia, cujo presidente Iván Duque é outro grande aliado de Washington.

Imposto há 59 anos e endurecido em várias oportunidades, o embargo americano não conseguiu derrubar o governo do Partido Comunista cubano.

Havana afirma que, desde que o presidente John F. Kennedy impôs o embargo a Cuba em fevereiro de 1962, em plena Guerra Fria, menos de um ano depois que Fidel Castro declarou o caráter socialista da revolução, este provocou prejuízos à ilha que superam US$ 138 bilhões (cerca de R$ 683,6 bilhões)

O embargo a Cuba foi aprovado por lei e apenas o Congresso dos Estados Unidos pode acabar com a medida.

Apenas uma vez, em 2016, Washington optou pela abstenção no voto da resolução cubana que condena o embargo, em um contexto de aproximação do governo de Barack Obama com a ilha. Os dois países restabeleceram relações em 2015.

Donald Trump alterou, no entanto, a rota da aproximação histórica: voltou a declarar o país comunista como Estado patrocinador do terrorismo e impôs quase 250 novas sanções contra Cuba.

As medidas provocaram uma crise de energia e de combustível, restringiram as viagens de turistas americanos à ilha, assim como o envio de remessas de cubano-americanos para seus parentes em Cuba.

O presidente americano, Joe Biden, que, como vice de Obama participou da política de degelo com Cuba, não reverteu nenhuma das sanções impostas por Trump desde sua chegada à Casa Branca em janeiro deste ano.

Em sua campanha, no entanto, ele prometeu mudar a postura e afirmou que a linha dura de Trump contra Cuba "não fez nada para se avançar na democracia e nos direitos humanos" na ilha.

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