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Parlamento francês aprova lei de passaporte sanitário em meio a protestos

Protesto na França contra adoção de passaporte sanitário - Reuters
Protesto na França contra adoção de passaporte sanitário Imagem: Reuters

26/07/2021 00h12Atualizada em 26/07/2021 06h59

Paris, 26 Jul 2021 (AFP) - O Parlamento francês aprovou ontem a lei do passaporte sanitário para vacinados contra a covid-19, após um acordo entre os legisladores das duas Câmaras.

A votação ocorreu um dia depois de a França ser sacudida por protestos contra as regras sanitárias, que contaram com mais de 160 mil participantes em todo o país.

O presidente Emmanuel Macron ordenou na semana passada que o passaporte sanitário, que serve de garantia da imunização completa ou teste negativo para a covid-19, será obrigatório para os franceses que quiserem entrar em locais como cinemas e discotecas.

O anúncio fez parte de uma ação de Macron para tornar a vacinação uma arma-chave contra a doença diante do surgimento de variantes, ao obrigar as pessoas a se imunizarem se quiserem continuar com suas rotinas diárias.

As medidas foram adotadas por decreto, mas o Parlamento celebrava desde a terça-feira passada uma sessão maratônica para decidir se as transformaria em lei.

O passe sanitário enfrenta a dura oposição de algumas pessoas que considera que afeta as liberdades civis.

O partido do governo enfrentou dificuldades para obter a aprovação legislativa. Macron detém a maioria na Assembleia Nacional, mas o Senado é dominado pela oposição de direita.

A Câmara alta aprovou a legislação, mas incluiu várias emendas que, segundo o governo, limitam seu impacto.

Dante disso, as duas partes se reuniram no domingo durante três horas até alcançarem um acordo para aprovar a lei já à noite por ampla maioria.

A norma ainda deve ser ratificada pela máxima autoridade administrativa da França, o Conselho Constitucional, antes de virar lei, um passo solicitado pelo primeiro-ministro, Jean Castex.

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