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Médicos Sem Fronteiras deixa bairro pobre do Haiti por violência de gangues

ONG Médicos Sem Fronteiras anunciou sua retirada definitiva de um bairro popular de Porto Príncipe, a capital do Haiti, devido aos conflitos entre gangues que assolam a região - Eduardo Anizelli/Folhapress
ONG Médicos Sem Fronteiras anunciou sua retirada definitiva de um bairro popular de Porto Príncipe, a capital do Haiti, devido aos conflitos entre gangues que assolam a região Imagem: Eduardo Anizelli/Folhapress

02/08/2021 15h00Atualizada em 02/08/2021 15h38

A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou, nesta segunda-feira (2), em nota sua retirada definitiva de um bairro popular de Porto Príncipe, a capital do Haiti, devido aos conflitos entre gangues que assolam a região.

O bairro de Martissant está há vários anos sob o controle das gangues, mas a violência se intensificou nos dois últimos meses com a multiplicação dos confrontos entre grupos armados pelo controle desta região de Porto Príncipe.

A retirada da MSF segue a da polícia, que já abandonou a delegacia do distrito devido à violência das gangues, enquanto vários milhares de habitantes tiveram que fugir de suas casas e os bancos e comércios foram saqueados pelos grupos armados.

Médicos Sem Fronteiras suspendeu suas atividades em Martissant há um mês, depois que foi alvo de um ataque das gangues.

"Incapaz de garantir a segurança de sua equipe e dos pacientes, e querendo chamar a atenção para a situação insustentável de Martissant, MSF se viu obrigada a fechar suas portas depois de 15 anos na região", disse a ONG em um comunicado.

MSF disse que não teve tempo de retirar suas logotipos do edifício, portanto se desligou de "qualquer responsabilidade pelo o que possa acontecer nos antigos edifícios do Centro de Emergências".

"MSF continua decidida a continuar apoiando a população haitiana em geral e os mais desfavorecidos em particular, e continua as negociações para realocar seu centro de emergências na área metropolitana de Porto Príncipe", declarou a organização, que leva 30 anos trabalhando no Haiti.

"As atividades de MSF em Martissant eram direcionadas a uma populaçao de cerca de 300.000 pessoas. A atenção prestada se concentrava no tratamento de traumatismos, emergências médicas e ginecológicas e obstétricas", diz a nota.

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