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Sete manifestantes mortos no Sudão desde golpe de Estado

26 de out. 2021 - Protesto em Khartoum, no Sudão - MOHAMED NURELDIN ABDALLAH/REUTERS
26 de out. 2021 - Protesto em Khartoum, no Sudão Imagem: MOHAMED NURELDIN ABDALLAH/REUTERS

28/10/2021 06h10

Sete manifestantes morreram desde o golpe de Estado de segunda-feira no Sudão, informou à AFP o diretor do departamento de medicina legal do ministério da Saúde, Hicham Faquiri, que também afirmou ter recebido outros corpos, mas não conseguiu revelar um número exato.

"Sete corpos de manifestantes foram admitidos no necrotério na segunda-feira, assim como o cadáver de um paramilitar das Forças de Apoio Rápido", influente organização acusada de envolvimento na repressão da revolta popular que derrubou o ditador Omar Al Bashir em 2019, afirmou nesta quinta-feira (28) o médico Faquiri.

Ele acrescentou que "outros corpos foram levados ao necrotério nos dias seguintes e apresentavam sinais de ferimentos violentos com objetos contundentes", mas sem revelar um número.

Médicos pró-democracia anunciaram na segunda-feira que quatro manifestantes foram mortos por tiros das forças de segurança. Várias manifestações foram reprimidas com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Desde que o general Abdel Fattah Al Burhane anunciou na segunda-feira a dissolução de todas as instituições, o país do leste da África, um dos mais pobres do mundo, entrou em um cenário desconhecido.

Os manifestantes desejam uma transferência completa do poder aos civis e se declaram dispostos a permanecer nas ruas até que sua demanda seja atendida.

O general Burhane assegura que em breve nomeará novas autoridades e os militares mantêm a maioria dos dirigentes civis "sob vigilância" ou detidos.

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