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Polícia britânica limita menção a supostas festas ilegais com presença de Johnson em relatório

12.jan.2022 - O primeiro-ministro britânico Boris Johnson durante debate no Parlamento, em Londres - Reuters TV Via Reuters
12.jan.2022 - O primeiro-ministro britânico Boris Johnson durante debate no Parlamento, em Londres Imagem: Reuters TV Via Reuters

Da AFP

28/01/2022 08h56Atualizada em 28/01/2022 09h54

A Scotland Yard admitiu nesta sexta-feira ter solicitado que o aguardado relatório interno — potencialmente explosivo para o primeiro-ministro Boris Johnson — sobre as supostas festas ilegais em Downing Street durante os confinamentos no período da pandemia mencione de forma "mínima" os eventos que são objeto de investigação policial.

Isto pode representar um balão de oxigênio para o controverso primeiro-ministro, que enfrenta a ameaça de uma eventual moção de censura dentro do próprio Partido Conservador devido ao escândalo.

Após o pedido da polícia, a investigação interna deve ter uma publicação imediata limitada ou aguardar o fim do inquérito oficial para sua divulgação na íntegra.

Muitos deputados conservadores aguardam com nervosismo o relatório, elaborado pela funcionária pública de alto escalão Sue Gray, sobre celebrações de Natal, bebidas de despedida, festas no jardim e bolos de aniversário nos escritórios e na residência oficial do primeiro-ministro durante os confinamentos de 2020 e 2021, para decidir se tentam ou não afastá-lo do poder.

Johnson prometeu divulgar o texto sem qualquer tipo de edição assim que receber o documento, além de comparecer ao Parlamento para responder perguntas sobre a investigação.

Mas a apresentação do relatório, inicialmente esperada para quarta-feira passada, foi adiada diversas vezes, segundo a imprensa, pelas dúvidas sobre o que pode ser divulgado depois que a polícia passou a atuar na questão, com o anúncio da abertura de uma investigação na terça-feira sobre possíveis delitos às leis anticovid.

"A respeito dos eventos investigados pela polícia, pedimos que seja feita uma referência mínima no relatório do 'Cabinet Office'", o órgão interdepartamental do qual depende a investigação de Sue Gray, reconheceu a Scotland Yard nesta sexta-feira.

"Estamos em contato permanente com o 'Cabinet Office', inclusive sobre o conteúdo do relatório, para evitar qualquer dano à nossa investigação", afirma um comunicado.

A polícia "não pediu nenhuma limitação em outros eventos no relatório, nem o adiamento do relatório", acrescentou.

A imprensa britânica não acredita que o relatório será divulgado antes da próxima semana.

O secretário de Estado de Tecnologia, Chris Philp, afirmou ao canal Sky News que Downing Street não havia recebido o documento até esta sexta-feira.

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