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Conselho de Segurança discute data de votação sobre adesão da Palestina à ONU

A votação no Conselho de Segurança da ONU sobre a solicitação dos palestinos de se tornar um Estado-membro de pleno direito das Nações Unidas poderia acontecer nesta quinta ou sexta-feira, garantiram vários diplomatas nesta quarta-feira (17), enquanto a data segue em discussão.

Diversas fontes diplomáticas haviam informado ontem à AFP que a sessão aconteceria na quinta, mas alguns Estados-membros defenderam a realização no dia seguinte.

Até a noite desta quarta, não foi tomada nenhuma decisão definitiva, segundo os diplomatas.

"Está no ar" a data definitiva, declarou aos jornalistas o embaixador esloveno na ONU, Samuel Zbogar, ao garantir que está se preparando para ambas as eventualidades.

"A votação é amanhã [quinta] às 15h00 [16h00 em Brasília]. Estou seguro disso. Se não acreditam em mim, amanhã vocês vão ver", afirmou, por sua vez, o enviado palestino Riyad Mansour.

A missão diplomática de Malta, que ostenta a presidência do Conselho de Segurança neste mês de abril, ainda não confirmou nenhuma das duas opções.

Sem importar quando será concretizada a votação, a iniciativa palestina conta com poucas probabilidades de prosperar, devido à oposição dos Estados Unidos, que têm poder de veto.

O projeto de resolução, apresentado pela Argélia, "recomenda à Assembleia-Geral que o Estado da Palestina seja admitido como membro das Nações Unidas".

A admissão de um Estado na ONU deve receber primeiro uma recomendação positiva do Conselho de Segurança - pelo menos nove votos de 15 a favor, sem veto de um membro permanente -, e depois ser aprovada pela Assembleia-Geral, por maioria de dois terços.

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Em setembro de 2011, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, iniciou o procedimento, que nunca chegou a ser concluído diante da oposição americana.

Em novembro do ano seguinte, os palestinos obtiveram finalmente o status menor de "Estado observador não membro".

No início de abril, a delegação palestina relançou sua solicitação para se tornar membro de pleno direito da ONU.

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