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'Não vai ter mais radar escondido', diz ministro da Infraestrutura

O ministro de Infraestrurura, Tarcísio de Freitas - Bruno Santos/ Folhapress
O ministro de Infraestrurura, Tarcísio de Freitas Imagem: Bruno Santos/ Folhapress

Anne Warth

Brasília

15/07/2019 15h20

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse que a renegociação dos contratos para instalação de radares eletrônicos nas rodovias federais gerou uma redução de praticamente dois terços de seu valor. Segundo ele, o ministério fez um acordo na Justiça para manter mil radares em 2.200 trechos monitorados.

"Isso foi acordado, então estamos cumprindo a determinação do presidente Jair Bolsonaro e trazendo tecnicidade para colocação de equipamentos", disse. "Não tem polêmica nenhuma. O presidente quer facilitar vida do cidadão e está muito preocupado com a redução de custo. Ele nos passa essa diretriz diuturnamente", afirmou.

O ministro disse que os radares que serão instalados são o "mínimo necessário" para manter a segurança nas rodovias. Segundo ele, os equipamentos serão instalados principalmente nos trechos em que há transição de área rural para urbana e nas proximidades de escolas.

Serão radares bem sinalizados, e o usuário não será surpreendido. Não vai ter mais radar escondido, radar que tem objetivo de prejudicar simplesmente o cidadão

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Os contratos, licitados em 2016, ainda no governo Michel Temer, previam a instalação de radares de velocidade em 4.204 pontos de estradas, ao custo de R$ 1 bilhão.

No início do ano, Bolsonaro disse em sua conta no Twitter que havia mandado cancelar a instalação de 8.000 radares no país -- entre novos aparelhos e equipamentos a serem substituídos por outros. "Importante lembrar que herdamos contratos, que não fizemos", disse o ministro.

Tarcísio afirmou que os contratos, que somam R$ 1 bilhão, não eram "razoáveis", já que o contrato para manutenção de toda a malha tem valor de R$ 2 bilhões. "Não é só radar que salva vidas, mas manutenção rodoviária, correção geométrica e sinalização", disse.

Sobre o projeto de lei proposto por Bolsonaro para rever o Código de Trânsito Brasileiro, o ministro disse que cabe ao Congresso avaliar se a sociedade está pronta para as mudanças sugeridas.

Entre as propostas, está o fim da multa para motoristas que transportarem crianças sem cadeirinha, substituída por uma advertência, e o aumento do limite de 20 para 40 pontos para o motorista perder a carteira.

"Foi essa questão que foi colocada para sociedade. Estamos maduros para não termos mais pena pecuniária para cadeirinha? Será que, se tirássemos hoje a obrigatoriedade de cinto de segurança, alguém deixaria de usar?", questionou. "Eu não transportaria filho sem cadeirinha. A questão que se coloca é se sociedade está pronta para dar esse passo. Se for essa a percepção de momento, a percepção histórica, isso não vai passar no Congresso."

Segundo o ministro, como muitos motoristas estão chegando próximos do limite de 20 pontos, os Detrans não estão conseguindo processar a informação. Um dos problemas, segundo ele, é que dois terços das multas do código são graves ou gravíssimas e, portanto, têm alta pontuação. "Será que são (graves e gravíssimas), mesmo?"

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