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Guedes me sondou na semana antecedente ao segundo turno, diz Moro

26.set.2019 - O presidente Jair Bolsonaro (à esq.) e o ministro Sergio Moro durante cerimônia em Brasília - Evaristo Sa/AFP
26.set.2019 - O presidente Jair Bolsonaro (à esq.) e o ministro Sergio Moro durante cerimônia em Brasília Imagem: Evaristo Sa/AFP

Renata Pedini, Maria Regina Silva e Márcio Rodrigues

Em São Paulo

21/11/2019 09h41

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, voltou a rebater nesta quinta-feira, o que chamou de "informação falsa" em relação ao convite para integrar o governo Jair Bolsonaro. Segundo ele, o primeiro contato ocorreu na semana antecedente ao segundo turno das eleições presidenciais de 2018, não antes disso.

"Emiti nota ontem (quarta-feira). Na semana antecedente ao segundo turno, recebi visita de Paulo Guedes, atual ministro da Economia, sondando qual seria a reação se recebesse convite do presidente. Depois de eleito, foi feito o convite", respondeu Moro, em entrevista à Rádio CBN.

A informação de que teria sido sondado com antecedência para o cargo em 2018 fora dada por Gustavo Bebianno, ex-secretário-geral da Presidência da República, em entrevista no final de semana.

"Não tem nada que já não tivesse falado anteriormente. O primeiro contato foi antecedente ao segundo turno. Qualquer outra informação é falsa", disse o ministro.

Ainda de acordo com Moro, depois de eleito, o presidente Bolsonaro fez o convite. "Em primeiro de novembro, quando, a convite dele, conversamos sobre convite ao ministério".

"Nós conversamos, convergimos na pauta", continuou, acrescentando que incluía que o Ministério da Justiça teria que ser de combate à corrupção, crime organizado e crime violento. "Aceitei para avançar mais nessas áreas".

Ao ser questionado sobre sua possível suspeição, respondeu que "o passado às vezes teima em não se reconhecer como o passado".

Durante a entrevista, o ministro afirmou ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz parte do seu passado.

"É fácil dizer perseguição política, difícil é explicar os fatos", disse, emendando que tal discurso "não refuta as provas". "A Petrobras foi saqueada e utilizada para investimentos".

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