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Pasta de Moro arrecada quase R$ 2 mi nos primeiros leilões de bens do tráfico

Casa em Valinhos (SP) avaliada em R$ 40 milhões do libanês Joseph Nour Eddine Nasrallah, o Sheik, apontado como chefe internacional do tráfico de drogas - Divulgaçã
Casa em Valinhos (SP) avaliada em R$ 40 milhões do libanês Joseph Nour Eddine Nasrallah, o Sheik, apontado como chefe internacional do tráfico de drogas Imagem: Divulgaçã

Fausto Macedo e Luiz Vassallo

São Paulo

31/01/2020 10h24

A Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas), braço do Ministério da Justiça e Segurança Pública, fechou ontem a primeira etapa de leilões de bens confiscados do tráfico, superando a expectativa de arrecadação, que era de R$ 400 mil e foi a quase R$ 2 milhões. Os leilões fazem parte da estratégia do ministro Sérgio Moro (Justiça) para sufocar as finanças das organizações criminosas, inclusive por meio do confisco patrimonial.

Segundo o Ministério da Justiça, no primeiro ano da nova estrutura da Senad, foram viabilizados os instrumentos necessários para que um "salto expressivo" ocorresse na gestão de ativos em 2020, como a contratação de leiloeiros em todo o Brasil, que deve ser concluída em março.

Só em Mato Grosso, o valor arrecadado com a venda do patrimônio apreendido de traficantes foi de R$ 1.153.680,00. Já em São Paulo, foram alcançados R$ 760.950,09.

Mato Grosso e São Paulo levantaram quase cinco vezes mais do que era estimado. Além de carros, motos e caminhões, uma casa e um avião de pequeno porte foram vendidos em Mato Grosso. Os novos proprietários desses bens serão isentos de eventuais multas retroativas à data da retirada do bem.

O diretor de Gestão de Ativos (Senad/MJ-SP), Igor Montezuma, reafirma "a importância da cooperação dos estados, que dão suporte aos leiloeiros, e aos agentes das polícias que apreendem os bens".

Os policiais devem informar à Senad, por meio do Projeto Check In, os dados referentes aos itens apreendidos, para que sejam localizados e, assim, disponibilizados aos leilões.

Ao logo deste ano, a secretaria pretende realizar no mínimo cem leilões, em todos os estados e no Distrito Federal. O próximo pregão está confirmado para o dia 12 de fevereiro, em Minas, aberto à participação online, para todo o país, e presencial.

Até 40% do valor arrecadado retorna às polícias que apreenderam o patrimônio, para o fortalecimento das ações que resultam nas apreensões. Os outros 60% são destinados ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad) e serão destinados a políticas de combate às drogas no país.

As informações detalhadas podem ser acessadas na página da Senad, no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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