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No Twitter, governadores, deputados e senadores condenam fala de Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse em rede nacional que o país deve voltar a normalidade - Isac Nóbrega/PR
O presidente Jair Bolsonaro disse em rede nacional que o país deve voltar a normalidade Imagem: Isac Nóbrega/PR

Daniel Galvão

São Paulo

25/03/2020 07h34

O pronunciamento nacional de rádio e televisão feito pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na noite de ontem foi recebido por uma série de críticas de políticos no Twitter. No discurso, Bolsonaro criticou a quarentena imposta por Estados pelo coronavírus e defendeu a volta do país à "normalidade".

Para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), apontado como possível adversário de Bolsonaro nas próximas eleições presidenciais, o pronunciamento "mostra que há poucas esperanças" de que o presidente "possa exercer com responsabilidade e eficiência a Presidência da República". Dino anunciou, em outra publicação, que manterá no Maranhão "todas as providências preventivas e de cuidado em face do coronavírus".

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), afirmou que Bolsonaro "confunde a sociedade, atrapalha o trabalho nos Estados e municípios, menospreza os efeitos da Pandemia". "Mostra que estamos sem direção", tuitou.

A líder do PSL na Câmara e ex-líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (SP), chamou o presidente de "irresponsável, inconsequente e insensível" e que ele "erra e se orgulha do erro estúpido". "O Brasil precisa de um LÍDER com sanidade mental", publicou.

O ex-prefeito de São Paulo e adversário de Bolsonaro nas últimas eleições, Fernando Haddad (PT), escreveu que o presidente "apostou milhares de vidas e a própria Presidência nesse pronunciamento".

Ex-candidato a presidente nas mesmas eleições, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos declarou que Bolsonaro não apresentou nenhuma nova medida. "O Brasil é governado por um homem perturbado com teorias da conspiração", escreveu.

A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) afirmou que o discurso foi "gravíssimo" e põe "todo o país em risco". O deputado David Miranda (PSOL-RJ) afirmou que o discurso "impõe uma tarefa de sobrevivência a todos".

Para o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), a fala foi "uma calamidade política, desrespeita orientações da comunidade científica, das ações do ministro da Saúde, do planeta".

O deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) disse que o pronunciamento presidencial foi "uma postura irresponsável num momento que exige seriedade máxima". O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), tuitou que Bolsonaro "passou de todos os limites".

O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que o presidente "poderia ter usado o pronunciamento desta noite para tentar restaurar sua legitimidade no cargo", mas que "perdeu a oportunidade". "Esse governo chegou ao fim. Não tem mais salvação", tuitou.

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) escreveu que Bolsonaro, "com suas palavras irresponsáveis, demonstra total desprezo por quem pode morrer". O senador Angelo Coronel (PSD-BA) escreveu que Bolsonaro "está brincando com a saúde do povo brasileiro".

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