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Mourão nega destruição da Amazônia e culpa imprensa por 'ruído' com Merkel

"Sabemos muito bem onde estão ocorrendo (os incêndios ilegais)", garantiu o vice-presidente - Francisco Stuckert/Fotoarena/Estadão Conteúdo
"Sabemos muito bem onde estão ocorrendo (os incêndios ilegais)", garantiu o vice-presidente Imagem: Francisco Stuckert/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Fábio Grellet

Rio

27/08/2020 15h50Atualizada em 27/08/2020 16h37

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), classificou hoje como "surreal" a forma como as notícias sobre incêndios na Amazônia são divulgadas.

"Segundo os dados de 26 de agosto, existem 24 mil focos de calor na Amazônia. São 24 mil em 5 milhões de quilômetros quadrados, um incêndio a cada 200 quilômetros quadrados. É surreal como isso é colocado para as pessoas", afirmou Mourão, que é chefe do Conselho da Amazônia, grupo criado pelo governo federal para combater a destruição da floresta e incentivar atividades ecologicamente corretas.

"E 17% desses incêndios são legais. Sabemos muito bem onde estão ocorrendo (os incêndios ilegais)", completou.

As afirmações foram feitas por Mourão durante o webinar "Brasil: Futuro Econômico", promovido pela Federação das Câmaras de Comércio Exterior, Confederação Nacional do Comércio (CNC) e Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ).

Além da situação da Amazônia, o ex-presidente também foi questionado sobre o comércio exterior e reformas necessárias ao desenvolvimento da economia brasileira. Ele defendeu a reforma tributária, desprezou a saída de capital estrangeiro do Brasil alegando que são especuladores e afirmou que o Brasil precisa oferecer "um ambiente de negócios mais amigável" para atrair investidores estrangeiros.

Segundo Mourão, em função das mudanças provocadas pela pandemia de covid-19, o ambiente de negócios está mudando e o Brasil precisa aproveitar a chance para ampliar seus mercados.

"A participação do Brasil no comércio (mundial) é muito pequena, cerca de 1%. Temos uma imagem ainda abalada por preconceitos, mas é hora do País se posicionar melhor nas cadeias de comércio", disse. Segundo ele, o que importa é o resultado comercial, não "a orientação ideológica" do parceiro.

Mourão ressaltou a crise econômica vivida pela Argentina, principal parceiro comercial do Brasil na América do Sul, e disse que o acordo econômico entre Mercosul e União Europeia "começa a fazer água". Por isso, segundo ele, é importante que o Brasil mantenha canais diretos de negociação com a União Europeia.

"O Brasil tem um relacionamento muito bom com a Alemanha", garantiu, afirmando que a imprensa causou "ruído" ao tratar da postura da premiê alemã Angela Merkel.

"(Há) pouco tempo a imprensa falou que a Angela Merkel teria dito que o acordo estaria sub judice, mas na realidade ela foi cobrada pela ativista ambiental Greta Thunberg e resolveu não fazer nenhum comentário a respeito. Mas o que já se publica na imprensa no Brasil é algo totalmente diferente do que está acontecendo na realidade."

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