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Coronavírus

China defende vacina contra covid e pede cooperação do Brasil no combate à doença

Presidente Bolsonaro passou a questionar a credibilidade das vacinas produzidas na China - Cadu Rolim/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Presidente Bolsonaro passou a questionar a credibilidade das vacinas produzidas na China Imagem: Cadu Rolim/Fotoarena/Estadão Conteúdo

André Marinho

22/10/2020 10h34Atualizada em 22/10/2020 11h27

O ministério das Relações Exteriores da China defendeu hoje a qualidade dos estudos sobre vacinas que estão sendo realizados no país e exortou o governo brasileiro a continuar trabalhando em parceria com o país asiático.

"Acreditamos que a cooperação relevante contribuirá para a derrota completa da epidemia na China, no Brasil e para as pessoas de todos os países do mundo", disse o porta-voz do órgão, Zhao Lijian, em entrevista coletiva concedida hoje.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro cancelou a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina contra o coronavírus produzida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan.

Em entrevista à Jovem Pan, o brasileiro chegou a questionar a credibilidade das vacinas produzidas na China e disse que o coronavírus "pode ter nascido lá". Ele ainda afirmou que não comprará nenhum imunizante vindo do país asiático.

Na entrevista de hoje, Zhao Lijian destacou que as pesquisas clínicas chinesas estão em "uma posição de liderança". Segundo ele, quatro fórmulas entraram na fase 3 dos ensaios em vários países.

O porta-voz também reforçou o compromisso de tornar o imunizante um bem público global, a fim de contribuir para "disponibilidade e acessibilidade das vacinas nos países em desenvolvimento".

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