Assad confirma a Putin que respeitará cessar-fogo

MOSCOU, 24 FEV (ANSA) - O presidente da Síria, Bashar al-Assad, confirmou em telefonema para seu homólogo russo, Vladimir Putin, que está "pronto para favorecer a trégua" no país proposta pela Rússia e pelos Estados Unidos, informou o Kremlin em nota nesta quarta-feira (24).   

Segundo a Presidência russa, Assad afirmou a Putin que o acordo para o cessar-fogo "é um passo importante para uma solução política" do conflito. Porém, o líder sírio "destacou que é importante continuar a manter o compromisso na luta" contra o Estado Islâmico (EI, ex-Isis) e o Frente al-Nusra "além de outras organizações terroristas".   

Os russos são um dos poucos aliados de Assad, considerado ditador pelos países ocidentais, na guerra civil que ocorre há mais de cinco anos na Síria. O país de Putin é o único que realiza ataques aéreos com a concordância do governo local, mas sua atuação não ataca apenas o EI, mas todos os adversários políticos de Assad.   

A postura russa é extremamente criticada pela coalizão internacional, liderada pelos EUA, por considerar que ela acirra ainda mais as divisões internas na Síria. Por sua vez, o grupo de nações lideradas pelos norte-americanos, foca suas atividades em áreas de atuação das organizações consideradas terroristas.   

Essa divergência é um dos principais impasses na comunidade internacional para tentar um acordo político no país. Enquanto os russos defendem a permanência no poder de Assad, os ocidentais pregam por sua saída imediata. Porém, apesar das divisões, o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, informou que o relacionamento entre Putin e Barack Obama tem melhorado.   

Segundo Peskov, as ações conjuntas para resolver a crise síria "nos conduzem, por assim dizer, estão em um alto nível de mútua confiança". Para ele, "o principal objetivo nesta questão é parar o derramamento de sangue na Síria".   

O acordo firmado entre Rússia e EUA prevê o fim dos ataques aéreos na Síria a partir da meia-noite de Damasco (19h de sexta-feira no horário de Brasília). No entanto, as ações militares contra o EI e o al-Nusra continuarão a ser executadas pelos grupos serem considerados terroristas pelas Nações Unidas (ONU). (ANSA)
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