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Embaixada desmente "Veja" sobre asilo a Lula na Itália

25/03/2016 11h56

SÃO PAULO, 25 MAR (ANSA) - A embaixada italiana no Brasil desmentiu categoricamente nesta sexta-feira (25) a reportagem publicada pela revista "Veja" de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus aliados teriam conversado com o embaixador Raffaele Trombetta sobre um "plano secreto" para tirar o petista do país e lhe conceder asilo político na Itália. Em um comunicado oficial enviado à ANSA, a embaixada desmentiu os fatos relatados pela revista sobre supostas conversas entre aliados de Lula e Trombetta em Brasília. "As informações referentes ao evento ocorrido na embaixada e às supostas conversas do embaixador Raffaele Trombetta são inverídicas", anunciou a sede diplomática italiana no Brasil. O comunicado oficial também esclareceu que, quando foi procurado pela "Veja" para se pronunciar sobre o assunto por telefone, o chefe de gabinete de Trombetta, Alberto La Bella, disse que "não queria comentar fatos que, no que tange à embaixada, eram e são totalmente inexistentes". Sobre a foto de Trombetta publicada pela revista em um evento no Palácio do Planalto, a embaixada explicou que "a pessoa destacada na fotografia e sentada em uma das primeiras fileiras não é Trombetta, como pode-se constatar facilmente". "O embaixador Trombetta estava sentado, junto com os outros embaixadores, no espaço reservado ao corpo diplomático", disse a nota.   

Na reportagem, que consta na edição recente da revista, a "Veja" afirma que o embaixador promoveu um jantar em Brasília no dia 16 de março, para cerca de 40 convidados, entre eles aliados de Lula, e que neste encontro Trombetta e amigos do petista teriam comentado sobre as conseqüências do ex-presidente solicitar asilo à embaixada italiana.   

"O plano prevê que Lula pediria asilo a uma embaixada, de preferência a da Itália, depois de negociar uma espécie de salvo-conduto no Congresso, que lhe daria permissão para deslocar-se da embaixada até o aeroporto sem ser detido - e, do aeroporto, voaria para o país do asilo", publicou a revista.   

(ANSA)
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