Ex-preso de Guantánamo buscado no Brasil é visto em Caracas

Em Montevidéu

  • Ines Guimaraens/ AFP

    11.dez.2014 - O ex-preso de Guantánamo, Jihad Diyab (dir.), toma mate com um sindicalista uruguaio, em Montevidéu

    11.dez.2014 - O ex-preso de Guantánamo, Jihad Diyab (dir.), toma mate com um sindicalista uruguaio, em Montevidéu

Jihad Ahmed Diyab, um dos seis ex-detentos de Guantánamo acolhidos pelo Uruguai que estava sendo procurado no Brasil, foi visto na Venezuela, informou o chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa.   

No começo do mês, representantes da Polícia Federal (PF) confirmaram que Diyab estava sendo procurado no país e que haviam sido tomadas diversas medidas de segurança, especialmente diante da proximidade dos Jogos Olímpicos.

O medo era que ele se vinculasse a alguma célula terrorista pois, antes de ser enviado a Guantánamo, atuava como recrutador do al-Qaeda.   

Segundo Novoa, Diyab se apresentou ao consulado uruguaio em Caracas após ter sido visto pela última vez há mais de um mês na fronteira com o Brasil. Ele chegou à Venezuela após atravessar o país de ônibus, portando documentos uruguaios.

A imprensa do Uruguai publicou que ele pretende viajar para a Turquia, onde tem familiares. Diyab, de 44 anos, nasceu no Líbano de pai sírio e mãe argentina e há alguns meses já havia tentado entrar no território brasileiro, sem conseguir. De acordo com jornais uruguaios, ele é o mais "rebelde" dos seis ex-detentos acolhidos pelo governo do então presidente José Mujica em dezembro de 2014. Ele já chegou a acusar o Uruguai de não ter cumprido o que havia sido prometido ao recebê-lo e desaconselhou outros prisioneiros de Guantánamo a se mudarem para o país. (ANSA)

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