Papa pede mais empenho por solução de conflitos no O. Médio

CIDADE DO VATICANO, 29 SET (ANSA) - O papa Francisco voltou a pedir na manhã desta quinta-feira, dia 29, um maior empenho dos líderes mundiais pela resolução dos conflitos em curso no Oriente Médio.   

"Minha oração é para que Deus inspire as mentes e os corações de quem tem responsabilidade política, a fim de que saibam renunciar a seus interesses pessoais e alcançar o maior bem: a paz", declarou.   

Em encontro com membros de organizações católicas de caridade que trabalham na região, Francisco destacou que "nos rostos sofridos de sírios, iraquianos e refugiados em busca de abrigo e proteção, a Igreja vê o rosto do Senhor".   

O argentino Jorge Mario Bergoglio ainda agradeceu as instituições internacionais, "em especial as Nações Unidas (ONU), pelo trabalho de apoio e mediação diante de tantos governos para que seja acordado o fim do conflito". O enviado especial da ONU para a Síria, o italiano Staffan de Mistura, esteve presente no evento.   

Ainda segundo o religioso, mais do que as ajudas humanitárias, o que a população de países como Síria e Iraque deseja é a paz.   

"Por que o homem, danificando pessoas, bens e meio ambiente, continua a perseguir vinganças e violências? Pensemos no recente ataque contra um comboio humanitário da ONU... É a experiência do mal que está presente no homem e na história e precisa ser redimido".   

Recentemente, Francisco disse que os responsáveis pelos bombardeios na Síria teriam que "responder a Deus" por seus atos.   

Aleppo - O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) denunciou que ao menos 96 crianças morreram e mais de 220 ficaram feridas na região de Aleppo, na Síria, desde a última sexta-feira.   

Segundo o diretor adjunto do Unicef, Justin Forsyth, "as crianças de Aleppo estão presas em um pesadelo". "Não há palavras para descrever seu sofrimento", acrescentou.   

Nas últimas semanas, as ofensivas de aliados ao ditador Bashar al-Assad ampliaram o cerco a cidade, especialmente com a ajuda de bombardeios de caças russos, afetando, além de rebeldes, muito civis, que sofrem com a falta de água, alimentos, remédios e eletricidade. A cidade de Aleppo é o exemplo do que acontece em toda a Síria desde 2011, quando rebeldes inspirados pela Primavera Árabe começaram a lutar contra Assad. (ANSA)
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