Líderes latinos lamentam morte de Fidel Castro

SÃO PAULO, 26 NOV (ANSA) - Neste sábado, dia 26, o presidente de Cuba, Raúl Castro, anunciou com pesar a morte de seu irmão, o ex-líder revolucionário Fidel, aos 90 anos. A notícia chocou não apenas o país e sua população como também toda a América Latina, recebendo comentários e pêsames de vários líderes do continente americano. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi um deles. O político lamentou a morte de Fidel dizendo que ele "passou para a imortalidade". "Quero transmitir toda a solidariedade, o amor, as condolências e a dor de todos os revolucionários, patriotas e chavistas venezuelanos ao povo de Cuba", disse Maduro em entrevistas à emissora "Telesur". O presidente venezuelano também afirmou que conversou com Raúl Castro e contou da dor que está sentindo. "Um golpe forte para todos os revolucionários do mundo. E de maneira muito especial, nosso pensamento vai para a nobre população de Cuba, heroica, valente e que todos esses anos se encheu de uma identidade própria de rebeldia, de amor aos seus e à humanidade", comentou o político. "Agora é a nossa vez, sobretudo dos jovens, de se descobrir e se redescobrir no exemplo de Fidel, um eterno jovem, eterno sonhador, eterno rebelde, que não deu nenhum minuto de descanso, como diz o juramento bolivariano", afirmou Maduro também concluindo que Fidel foi um "homem admirado do século 20 e que marcou o século 21" e afirmando que a "a história o absolveu". O presidente da Colômbia, Juán Manuel Santos, também comentou a morte de Fidel. "Lamentamos a morte de Fidel Castro. Estamos com seu irmão Raúl e com a sua família neste momento. Nossa solidariedade está com o povo cubano", afirmou o mandatário em suas redes sociais. "Fidel Castro reconheceu no final de seus dias que a luta armada não era o caminho. [Ele] contribuiu assim para colocar um fim no conflito colombiano" disse Santos referindo-se à ajuda de Cuba ao projeto do acordo de paz com o grupo Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O grupo armado também divulgou uma nota sobre o falecimento de Fidel. O comandante das Farc, Rodrigo Londoño Echeverri, o 'Timochenko", escreveu, também nas redes sociais, que "partiu um dos grandes homens da América e do mundo. Glória eterna a sua memória. Viva Fidel". Já a ministra das Relações Exteriores da Argentina, Susana Malcorra, transmitiu as "condolências ao governo e ao povo de Cuba" e afirmou que com a morte de Fidel "se encerra um capítulo importante da história da América Latina".   

"A morte de Fidel tem um impacto muito grande para o povo cubano tanto para os que estão a favor [dele] quanto para os que estão contra", disse Malcorra que ainda falou sobre a importância do poder de Cuba ter passado para Raúl há alguns anos, "um avanço" já que "era quase impossível que Fidel liderasse as mudanças" necessárias. Já o presidente da Bolívia, Evo Morales, também lamentou a morte do ex-líder cubano dizendo que a melhor forma de homenageá-lo "é solidificar a união entre os povos do mundo". À emissora "Telesur", Morales disse que "a melhor homenagem a Fidel é a unidade dos povos do mundo e é nunca esquecer sua resistência ao modelo anti-imperialista e ao modelo capitalista", explicou o mandatário latino.   

O boliviano também disse que está "muito dolorido com a partida do irmão Comandante Fidel" e que enviou à ilha condolências e solidariedade para a família do cubano, para o governo e para a população do país. "Fidel nos deu lições de luta, de perseverança pela liberdade e pela integração dos povos do mundo", concluiu Maduro.   

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, também falou sobre o episódio, lamentando a morte de "um amigo do México". Em seu Twitter, o mandatário disse que Fidel era "um promotor de uma relação bilateral baseada no respeito, no diálogo e na solidariedade" e que foi uma "referência indiscutível do século 20".   

As homenagens e as mensagens de condolência e de apoio ao povo cubano feitas pelos líderes latinos devido à morte do ex-presidente cubano surgem em uma época onde a esquerda está perdendo força na América Latina e onde se percebe uma grande guinada da direita: como no Brasil, com a perda de influência do PT; na Argentina, com a vitória de Maurizio Macri como presidente; ou como na Venezuela, com a crise política enfrentada por Nicolás Maduro. (ANSA)
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