Justiça nega indenização a ex de Amanda Knox por prisão

ROMA, 28 JUN (ANSA) - A Corte de Cassação da Itália, principal instância judiciária do país, negou nesta quarta-feira (28) um pedido de indenização de 500 mil euros feito por Raffaele Sollecito, que passara quatro anos preso pelo assassinato da estudante britânica Meredith Kercher, ocorrido em 2007.   

Ao lado da ex-namorada Amanda Knox, Sollecito foi inocentado do crime em 2015 e pedia um ressarcimento ao Estado italiano pelo período transcorrido em regime de prisão preventiva. A causa já havia sido negada pelo Tribunal de Apelação de Florença, decisão que foi mantida pela Corte de Cassação.   

Segundo a Justiça, os depoimentos "contraditórios" e "francamente enganadores" dados por Sollecito na fase inicial das investigações contribuíram para sua detenção. Por meio de sua advogada, Giulia Bongiorno, o italiano chamou a sentença de "inexplicável". "Se até hoje não consigo um trabalho, é por causa daquilo que me aconteceu", afirmou.   

Formado em engenharia, ele chegou a lançar o projeto de uma rede social para homenagear pessoas mortas em 2016, mas a ideia ainda não vingou. Sollecito também pretende processar os jurados que o condenaram pelo crime antes de sua absolvição definitiva.   

Relembre o crime - O homicídio ocorreu na cidade italiana de Perúgia, onde Knox e Kercher dividiam um apartamento, em novembro de 2007. O corpo da britânica foi encontrado na residência em que elas moravam degolado, seminu e com uma série de feridas.   

O caso logo chamou atenção pelas circunstâncias que o envolviam.   

Ao lado do marfinense Rudy Guede, que vivia com as duas e foi condenado em definitivo a 16 anos de prisão, Knox e Sollecito - na época namorados - foram acusados de matar Kercher em meio a discussões sobre a limpeza da casa e jogos sexuais que fugiram do controle.   

A beleza da norte-americana também foi outro chamariz para o crime. Na Itália, ela ficou conhecida como "a diaba com rosto de anjo". O ex-casal chegou a ser sentenciado após o DNA de Knox ter sido encontrado em uma faca com o sangue da vítima e ficou preso na Itália até 2011, quando a Corte de Cassação anulou o processo por conta de uma série de falhas na perícia.   

No mesmo dia em que foi libertada, a norte-americana voltou para a casa de sua família em Seattle, cidade onde vive até hoje. No fim de 2013, o mesmo tribunal determinou a reabertura do caso, já que a inocência dos dois não tinha sido comprovada, culminando em uma sentença condenatória da Corte de Apelação de Florença em janeiro do ano seguinte.   

Contudo a decisão foi novamente derrubada pela Corte de Cassação, que não viu indícios de participação de Knox e Sollecito no assassinato e os absolveu em definitivo. (ANSA)
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