Conheça as principais rotas migratórias da atualidade

ROMA, 6 JUL (ANSA) - Atravessar o Mar Mediterrâneo é a principal forma que os imigrantes têm para ingressar na Europa e pedir asilo ou refúgio nos países da União Europeia. É por isso que a Itália acaba se tornando uma das principais portas de entrada desses deslocadas para o velho continente e enfrentando problemas com os demais Estados-membros do bloco para a realocação desses indivíduos. Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), de 1º de janeiro a 3 de julho deste ano, 98.185 imigrantes chegaram à Europa através de uma das três rotas migratórias que envolvem o Mediterrâneo. A primeira delas, e que recebe a menor quantidade de pessoas em comparação com as demais, é a rota do Mediterrâneo Ocidental ou Espanhola. Esse caminho tem início no Marrocos e termina na costa da Espanha. Segundo o Acnur, neste ano ao menos 6,4 mil imigrantes entraram na Europa pelo solo ibérico. Já de acordo com a Organização Mundial da Imigração (OMI), esse número representa um simbólico crescimento de mais de três vezes em relação ao mesmo período de 2016. Mesmo assim, a quantidade continua a ser menor que das outras duas rotas. Já a segunda rota é a do Mediterrâneo Oriental ou Balcânica.   

Esse trajeto começa na Turquia e termina nas ilhas gregas, como a de Lesbos. Chegando em território europeu, os imigrantes costumam a percorrer os países dos Bálcãs, como Hungria, Sérvia e Macedônia, até chegar em destinos pelos quais têm preferência, como Alemanha e Holanda. De acordo com o Acnur, até o dia 3 deste mês, 9.482 pessoas desembarcaram na Grécia. Esse número, que ainda é preocupante, é bem menor que o do mesmo período do ano passado, quando as chegadas ao país foram de mais de 158 mil. Essa redução do fluxo se deve principalmente ao acordo assinado entre a União Europeia e a Turquia em março de 2016 que prevê que todos os imigrantes ilegais que chegarem às ilhas gregas podem ser "devolvidos" para território turco, o que acabou "fechando" a rota balcânica, que costumava a ser a mais usada entre os deslocados. Por fim, a terceira rota migratória europeia é a do Mediterrâneo Central. Nela os imigrantes deixam a Líbia e atracam na costa italiana, principalmente em ilhas como a de Lampedusa. Segundo o Ministério do Interior italiano, entre 1º de janeiro e 1º de julho, 85.042 imigrantes desembarcaram no litoral italiano, um crescimento de 19,4% em relação ao mesmo período do ano passado que acaba transformando o país na principal, mesmo que muito perigosa, maneira de se chegar na Europa. Por isso, a Itália tenta vez após vez tratar do assunto da crise migratória e da realocação desses deslocados com os outros países da UE, como com o encontro que aconteceu nesta quinta-feira, dia 6, sem muitos resultados positivos, em Talin, na Estônia.   

Além disso, o assunto deve ser cada vez mais discutido no bloco já que segundo as estimativas do Acnur, da OIM e de outras entidades e associações especializadas em refúgio e migrações, o crescimento de chegadas na Itália não deve ter fim, devido principalmente à situação de instabilidade e insegurança na Líbia. (ANSA)
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