Trump aproveita viagem à Polônia para 'alfinetar' Rússia

BERLIM, 6 JUL (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez grandes elogios à Polônia e duras críticas à Rússia nesta quinta-feira (6), durante uma visita oficial a Varsóvia. Ressaltando que a Polônia é um parceiro dos EUA e "um dos poucos que cumprem seus compromissos econômicos com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)", Trump alfinetou a Rússia, alegando que os países do leste europeu não podem ser "reféns" de um "único provedor de energia". O magnata republicano também aproveitou sua calorosa recepção em Varsóvia para dizer que a Rússia pode ter interferido nas eleições norte-americanas de 2016. "Já disse muito claramente. Acho que poderia, muito bem, ter sido a Rússia. Acho que poderia também terem sido outros países", afirmou Trump, que mantém uma relação de "vai e volta" com Moscou. De um lado, o republicano é acusado de receber ajuda do governo de Vladimir Putin para vencer as eleições. De outro, porém, enfrenta conflito de interesses com Moscou em zonas e países estratégicos para a política externa dos EUA. "A Polônia é um país maravilhoso, dotado de uma forte espiritualidade, com o qual os EUA são ligados por uma relação de amizade há séculos. É um partner e um aliado que também participou da luta contra o Estado Islâmico", disse Trump, tentando ganhar o apoio dos poloneses e demonstrando proximidade com o leste europeu, zona de interferência da Rússia. "A Polônia não deve ser refém de um único provedor de energia", comentou o republicano, referindo-se à Rússia. Segundo Trump, sua visita a Varspóvia e "histórica reunião" com os líderes locais devem abrir novas perspectivas para o livre-mercado de "energia a baixo preço, além de levar segurança e bem-estar aos cidadãos". Por sua vez, o presidente polonês, Andrzej Duda, anunciou que o gás líquido levado pelos EUA ao gasoduto de Swinoujscie poderia ser entregue a outros países da região, através de um "corredor energético". As nações envolvidas seriam Áustria, Estônia, Letônia, Lituânia, República Tcheca, Eslováquia, Hungria, Eslovênia, Croácia, Romênia e Bulgária.   

"É uma honra falar ao povo polonês. A América ama a Polônia", disse Trump. "A Polônia é o coração geográfico da Europa e os poloneses são a alma da Europa", elogiou. Trump visitou a Polônia antes de seguir para Alemanha, onde amanhã (7) participa da cúpula do G20 em Hamburgo com os lídres das 20 maiores economias do mundo.   

Analistas políticos acreditam que o republicano ficará isolado em questões polêmicas, como o Acordo de Paris e os tratados de livre-comércio. Ambos os temas são defendidos pela comunidade internacional, mas Trump se nega a acatar. (ANSA)

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