Filho divulga emails que indicam apoio da Rússia a Trump

WASHINGTON, 11 JUL (ANSA) - Donald Trump Jr., filho mais velho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (11) em seu Twitter uma troca de emails que confirmaria a intenção da Rússia de prejudicar a democrata Hillary Clinton na disputa eleitoral do ano passado.   

Na conversa, Trump Jr. fala com o publicitário britânico Rob Goldstone, que conta que o procurador-geral russo se ofereceu "para fornecer à campanha de Trump documentos oficiais e informações que incriminariam Hillary e seus negócios com a Rússia". Segundo Goldstone, tais dados podiam ser "muito úteis" ao republicano.   

Em resposta, o filho de Trump diz que ainda tem "algum tempo", mas que "adoraria" receber tais informações. Os emails foram enviados em 3 de junho, pouco antes de o magnata garantir os números necessários para se tornar o candidato de seu partido à Casa Branca.   

Quatro dias depois, Goldstone e Trump Jr. voltaram a se falar por email, desta vez para combinar uma reunião com uma suposta advogada do governo russo que passaria as informações sobre Hillary. O encontro foi intermediado por Emin Agalarov, filho de um bilionário próximo ao presidente Vladimir Putin.   

"Emin perguntou se posso marcar um encontro entre você e a advogada do governo russo que está voando de Moscou nesta quinta-feira", escreveu o publicitário. "Ótimo, eu devo estar com Paul Manafort [chefe de campanha de Trump] e meu cunhado [Jared Kushner, marido de Ivanka]", respondeu o primogênito do presidente.   

A advogada em questão é Natalia Veselnitskaya, e a reunião de fato aconteceu, tendo sido noticiada em primeira mão no último fim de semana, pelo jornal "The New York Times". Nesta terça, o diário divulgou o conteúdo dos emails de Trump Jr., forçando o filho do magnata a publicar as mensagens na íntegra.   

"Com o objetivo de ser totalmente transparente, estou divulgando a inteira troca de emails com Rob Goldstone sobre o encontro de 9 de junho de 2016. [...] A mulher, como ela própria disse, não era uma oficial do governo. E, como já dissemos, ela não tinha informação para fornecer e queria falar sobre políticas de adoção", declarou o filho de Trump.   

As ligações entre supostos membros do Kremlin e a equipe do presidente já estão na mira do FBI, que investiga suspeitas de interferência da Rússia nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016. Na ocasião, Moscou teria patrocinado ataques cibernéticos para prejudicar a imagem de Hillary e beneficiar o republicano. (ANSA)
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