Itália registra mais de 4 mil casos de sarampo neste ano

ROMA, 2 AGO (ANSA) - O surto de sarampo continua na Itália.   

Desde o começo do ano, o país já registrou 4001 casos da doença, informou nesta terça-feira (1) o Ministério da Saúde italiano.   

De acordo com os dados do boletim semanal, em cerca de 89% dos casos os pacientes não haviam sido vacinados e em apenas 6% deles os pacientes só receberam uma dose da vacina. Além disso, 35% das pessoas infectadas pela doença sofreram ao menos uma complicação e outros 42% se recuperaram sem problemas.   

Durante o mês de julho foram registrados 316 casos da patologia, enquanto que em junho, 541 pessoas apresentaram os sintomas da epidemia. Já de primeiro de janeiro a 28 de maio de 2017, quase todas as regiões nacionais tiveram casos da doença, mas apenas sete delas registraram 91% deste número. São elas: Piemonte, Lazio, Lombardia, Toscana, Abruzzo, Vêneto e Sicília. Segundo o Instituto Superior de Saúde sobre o sarampo, a maior parte dos casos da doença foi registrada em pessoas com 27 anos de idade, sendo que 275 deles aconteceram entre funcionários da saúde. Nas últimas semanas, quatro pessoas foram diagnosticadas com a patologia.   

"Os casos que estão sendo acrescentados a cada semana não são os únicos casos insurgentes realmente, mas são aqueles que, por vários fatores, foram inseridos na semana passada e que se referem às pessoas que apresentaram alguns sintomas" como a diarréia, diz o relatório. Com o ressurgimento de doenças que já estavam erradicadas e/ou muito controladas no país, o governo italiano criou um decreto que obriga os pais a vacinarem os filhos até 12 anos. Na última semana, o plenário da Câmara dos Deputados da Itália aprovou, de maneira definitiva, a lei. Ao todo, 10 vacinas passarão a ser obrigatórias, inclusive para o combate ao sarampo. (ANSA)
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