Candidato antissistema elege direita como rival na Itália

ROMA, 28 FEV (ANSA) - O candidato a primeiro-ministro pelo Movimento 5 Estrelas (M5S), Luigi Di Maio, afirmou nesta quarta-feira (28) que a centro-direita é sua principal adversária nas eleições de 4 de março, desconsiderando a centro-esquerda liderada por Matteo Renzi.   

Di Maio participou da série de entrevistas em vídeo da agência ANSA com os candidatos a premier dos principais partidos e alianças do país, realizadas na sede italiana do Facebook.   

"Um voto desperdiçado é seguramente aquele na centro-esquerda, Renzi, LeU [Livres e Iguais] e [Emma] Bonino, porque ela está fora de combate. O desafio é com a centro-direita", afirmou o candidato do M5S, em referência à aliança entre Silvio Berlusconi, Liga Norte e Irmãos da Itália (FDI).   

Nas últimas semanas, Renzi vem tentando convencer eleitores de esquerda a se unirem em torno de seu nome, usando o argumento do "voto útil". A coalizão conservadora lidera as pesquisas para as eleições, com M5S e o governista Partido Democrático (PD) brigando pela segunda posição.   

Por outro lado, individualmente, o Movimento 5 Estrelas pode sair das urnas como a maior força política do país. "Depois que apresentarmos a equipe de governo, ficaremos perto de alcançar a maioria absoluta [no Parlamento]", garantiu Di Maio.   

Devido à resistência em se aliar a partidos tradicionais, o M5S precisa de uma votação expressiva em 4 de março se quiser chegar ao governo, cenário ainda não visto nas pesquisas eleitorais.   

Cogita-se uma coalizão com a Liga Norte, mas tal hipótese é rechaçada por Di Maio.   

"Espero que os italianos me deem a maioria para poder ignorá-los [a Liga]", afirmou o líder do Movimento 5 Estrelas, que é de Nápoles, no sul do país, uma região cortejada apenas recentemente pela Liga.   

Com 31 anos de idade, Di Maio exerceu a vice-presidência da Câmara dos Deputados na última legislatura, já em seu primeiro mandato como parlamentar. Pupilo do palhaço Beppe Grillo, fundador do M5S, ele tem um perfil mais "moderado" e baseia sua campanha na chamada "renda de cidadania", que prevê que todas as pessoas maiores de 18 anos recebam um benefício mensal para deixar a linha da pobreza.   

Por outro lado, é criticado por seus rivais pela pouca experiência, por não ter concluído nenhum curso universitário e por suas mudanças de opinião, principalmente em relação ao euro - Di Maio defendia a realização de um plebiscito sobre a moeda comum, mas agora quer a permanência da Itália na eurozona.   

(ANSA)
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