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Barragem cede no Laos e deixa centenas de desaparecidos

24/07/2018 13h29

BANGKOK E SÃO PAULO, 24 JUL (ANSA) - Uma barragem entrou em colapso na noite desta segunda-feira (23) na província de Attapeu, no Laos, e inundou seis vilarejos próximos ao local com cinco bilhões de metros cúbicos de água. Pelo menos duas mortes foram confirmadas, mas o número total de desaparecidos ainda é desconhecido. A agência de notícias estatal KPL fala em "numerosas vítimas".   

"Muitas pessoas perderam a vida e centenas estão desaparecidas" escreveu a agência. A empresa responsável pela barragem, que estava em construção, é a Xepian-Xe Nam Noy (PNPC), um grupo formada por companhias da Coreia do Sul, Tailândia e Laos. O grupo construía uma usina hidrelétrica no local do incidente desde 2013.   

Estima-se que ao menos 6,6 mil pessoas perderam as casas nos vilarejos de Yai Thae, Hinlad, Mai, Thasengchan, Tha Hin e Samong por causa da ruptura. As autoridades locais solicitaram a mobilização de todas as forças públicas e privadas para fornecer suprimentos de emergência como comida, água, roupas e medicamentos. Alguns vídeos circularam na internet mostrando casa inteiras cobertas de água, enquanto dezenas de sobreviventes eram retirados em barcos.   

As operações de resgate estão em curso por batalhões de elite do Corpo de Bombeiros local. O trabalho deve ser dificultado pela previsão de fortes chuvas com ventos intensos para os próximos dias feita pelo departamento de meteorologia local. A província de Attapeu, local do incidente, fica a 550 km da capital Vientiane. Autoridades disponibilizaram embarcações para retirar os sobreviventes de áreas de risco no distrito de San Sai, um dos locais atingidos, e vão receber ajuda do governo de Singapura.   

A estrutura que cedeu era uma barragem auxiliar de 770 metros usada para desviar a água do rio que alimenta a bacia formada pela barragem principal e entrou em colapso devido às fortes chuvas dos últimos dias, segundo comunicado da Ratchaburi Electricity Generating Holding, uma das empresas responsáveis pela obra.   

A hidrelétrica projetada para produzir 410 megawatts deveria entrar em operação no início de 2019, depois de uma construção estimada US$ 1,2 bilhão, geraria 90% da eletricidade a ser exportada para a vizinha Tailândia. (ANSA)
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