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Amatrice lembra 2 anos de terremoto com 299 mortos

24/08/2018 10h41

AMATRICE, 24 AGO (ANSA) - A cidade de Amatrice recordou nesta sexta-feira (24) os dois anos do terremoto que devastou o vilarejo e deixou um saldo de 299 mortos em 24 de agosto de 2016.   

O tremor também deu início a uma sequência sísmica na Itália Central que segue ativa até hoje. Ainda de madrugada, moradores realizaram uma procissão com velas até o que sobrou da igreja de Sant'Agostino e depois até o memorial em homenagem às vítimas. A passeata teve a participação do prefeito Filippo Palombini e do ministro do Trabalho e vice-premier Luigi Di Maio. Exatamente às 3h36, mesmo horário do terremoto, foram lidos os nomes de todos os mortos no sismo, seguidos sempre por um badalar dos sinos.   

"Eu vim não para iludir as pessoas, mas para estar em meio a elas em um momento difícil e para fazer sentir a presença do Estado. Se é verdade que ninguém pode preencher o vazio deixado por quem não está mais, também é preciso trabalhar para ajudar os cidadãos na reconstrução", declarou Di Maio.   

Passados dois anos do terremoto, Amatrice ainda sequer se livrou dos escombros e está tomada por estruturas (casas, escolas, a sede da Prefeitura, entre outros) provisórias. Por outro lado, vem tentando renascer por meio do turismo, após ter aberto áreas gastronômicas para os célebres restaurantes do molho à matriciana e centros comerciais.   

As outras zonas atingidas, como a cidade vizinha de Accumoli e o distrito de Pescara del Tronto, em Arquata del Tronto, enfrentam situação pior, já que não apresentam nenhum sinal de recuperação.   

"Como todas as coisas na vida, cada dia apresenta uma dificuldade, mas nunca tivemos medo e nunca teremos. Seguiremos em frente como prometemos, até que tudo tenha sido reconstruído", afirmou o governador do Lazio, Nicola Zingaretti, após uma missa em Amatrice na manhã desta sexta.   

O terremoto de magnitude 6.0 na escala Richter matou 238 pessoas na cidade do molho à matriciana, 50 em Pescara del Tronto e 11 em Accumoli. Ao todo, a sequência sísmica na Itália Central fez 333 vítimas, incluindo as 29 soterradas em uma avalanche no hotel Rigopiano, em Farindola, em janeiro de 2017. (ANSA)
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