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Colômbia responsabiliza ELN por atentado em Bogotá

18/01/2019 12h09

SÃO PAULO, 18 JAN (ANSA) - O ministro da Defesa da Colômbia, Guillermo Botero, responsabilizou a guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN) pelo atentado que deixou ao menos 21 mortos em uma escola de cadetes da polícia na capital Bogotá.   

"É uma violação flagrante dos direitos humanos. Todas essas vidas foram destruídas por um ato repudiável dirigido pelo ELN", disse, em coletiva de imprensa. Segundo Botero, o autor do ataque, José Aldemar Rojas Rodríguez, conhecido como "El Mocho" e "El Kiko", era especialista em explosivos dentro do grupo, tendo inclusive realizado treinamentos na Venezuela.   

Em 2015, ele teria tentado entrar na lista de integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), de forma a se beneficiar do acordo de paz com o governo, mas foi rechaçado.   

"Essa operação foi planejada por mais de 10 meses", afirmou o ministro.   

O procurador-geral da Nação, Néstor Humberto Martínez, acrescentou que Rodríguez perdera a mão direita em um acidente com explosivos entre 2008 e 2010 e que um suspeito de envolvimento no ataque, Ricardo Carvajal, foi preso em Bogotá.   

Ele teria admitido sua participação no ato e responderá por homicídio agravado e terrorismo. Nicolás Rodríguez Bautista, o "Gabino", líder máximo do ELN, e outros membros do comando central do grupo também serão responsabilizados.   

Atentado - José Aldemar Rojas Rodríguez estava a bordo de uma caminhonete Nissan Patrol e furou o controle de segurança na Escola de Polícia General Santander, se aproveitando de uma brecha na entrada para veículos de carga, durante uma cerimônia de formatura.   

O veículo carregava cerca de 80 quilos de explosivos e foi detonado algumas dezenas de metros depois da entrada da escola, entre um auditório e um alojamento. Rodríguez tinha 56 anos e era natural de Puerto Boyacá.   

O Ministério Público apurou que as duas últimas revisões do carro foram feitas em Arauca, departamento que concentra as operações do ELN, maior guerrilha em atividade no país. O presidente da Colômbia, Iván Duque, havia dado um ultimato para o grupo interromper sequestros e ataques armados. (ANSA)
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