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Após voltar do Iraque, Papa fala em viajar ao Líbano

Papa Francisco reza missa em Mossul, no Iraque - Osama Al Maqdoni/Anadolu Agency
Papa Francisco reza missa em Mossul, no Iraque Imagem: Osama Al Maqdoni/Anadolu Agency

08/03/2021 11h32Atualizada em 08/03/2021 12h00

VATICANO, 8 MAR (ANSA) - Após voltar de uma inédita visita ao Iraque, o papa Francisco afirmou nesta segunda-feira (8) que o Líbano será um de seus próximos destinos internacionais.

Em conversa com jornalistas no avião papal, Jorge Bergoglio disse que o patriarca católico maronita de Antioquia, cardeal Béchara Pierre Rai, pediu que ele parasse em Beirute em seu retorno do Iraque.

"Porém me pareceu um pouco uma migalha para um país que sofre como o Líbano. Prometi a ele que faria uma viagem", contou Francisco.

Assim como o Iraque, o Líbano possui comunidades cristãs bastante tradicionais em meio a populações de maioria muçulmana.

Se no primeiro os caldeus são predominantes entre os católicos, no segundo prevalecem os maronitas, que celebram o rito siríaco ocidental, mas em comunhão com o Vaticano.

O Líbano enfrenta anos de estagnação econômica por causa do sectarismo religioso que engessa a divisão de poder e luta para se recuperar da devastadora explosão de agosto passado no Porto de Beirute.

Em meio a esse contexto, o país tem sido palco de recorrentes protestos populares contra a crise econômica e a corrupção das classes dirigentes.

Outras viagens - Além do Líbano, o Papa afirmou que deve viajar a Budapeste, na Hungria, para a missa final do próximo Congresso Eucarístico Internacional, marcado para 5 a 12 de setembro de 2021.

Francisco, no entanto, desconversou sobre uma eventual viagem à Argentina, seu país natal. "As pessoas me perguntam quando vou à Argentina, por que não vou. Eu respondo sempre com um pouco de ironia: passei 76 anos na Argentina, é suficiente", brincou Bergoglio, negando sofrer de "patriofobia".

"Quando houver a oportunidade, acontecerá", disse. Francisco também confessou ter se cansado "muito mais" no Iraque do que em suas viagens anteriores. "Os 84 anos não chegam sozinhos, mas vamos ver...", acrescentou.

O Papa passou três dias no Iraque, sua primeira missão apostólica internacional após o início da pandemia do novo coronavírus, e visitou Bagdá, Najaf, Irbil, Mosul e Qaraqosh, além da planície do Ur, terra natal de Abraão na tradição bíblica.

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