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Papa clama pelo fim do conflito entre Israel e Palestina

Papa Francisco celebra missa na Basílica de São Pedro, no Vaticano - Remo Casilli/AFP
Papa Francisco celebra missa na Basílica de São Pedro, no Vaticano Imagem: Remo Casilli/AFP

16/05/2021 09h20

O papa Francisco fez um apelo neste domingo (16) pelo fim da escalada de violência entre Israel e grupos palestinos e manifestou a sua "enorme preocupação" com a situação na Terra Santa, condenando a "inaceitável" morte de crianças no conflito.

"Nestes dias, violentos confrontos armados entre a Faixa de Gaza e Israel aumentaram e correm o risco de degenerar em uma espiral de morte e destruição", advertiu o Pontífice após a recitação da oração "Regina Caeli".

Francisco recordou que várias pessoas ficaram feridas e "muitos inocentes morreram, entre eles também crianças". "Isto é terrível, é inaceitável. A sua morte é um sinal de que não se quer construir o futuro, pelo contrário, querem destrui-lo", declarou.

Jorge Bergoglio abordou ainda os confrontos registrados entre árabes e judeus em vários territórios israelenses.

"O ódio e violência crescentes que afetam várias cidades de Israel são uma grave ferida para a fraternidade e convivência pacífica entre os cidadãos, que dificilmente será curada se o diálogo não for aberto imediatamente", apontou.

O líder da Igreja Católica apelou ao fim da lógica do "ódio e da vingança", questionando se "realmente pensamos em construir a paz destruindo o outro".

"Em nome de Deus, que criou todos os seres humanos iguais nos direitos, nos deveres e na dignidade, e que os chamou a conviver como irmãos, entre si, apelo à calma, pedindo a quem tem responsabilidade que faça cessar o clamor das armas e percorra os caminhos da paz, também com a ajuda da comunidade internacional", apelou.

O Papa pediu para todos os fiéis fazerem orações para que israelenses e palestinos "possam encontrar o caminho do diálogo e do perdão, para que sejam pacientes construtores de paz e de justiça, abrindo-se, passo a passo, a uma esperança comum, a uma convivência de irmãos".

"Rezemos pelas vítimas, em particular pelas crianças. Rezemos pela paz à Rainha da Paz", referiu, antes de recitar uma Ave-Maria com os fiéis reunidos na Praça São Pedro.

Desde o fim de semana passada, a escalada de tensão entre Israel e os grupos palestinos Hamas e Jihad Islâmica está aumentando.

Na Faixa de Gaza, pelo menos 139 pessoas foram mortas, incluindo 39 crianças e 22 mulheres, enquanto que em Israel, oito pessoas morreram.

Myanmar

Hoje, o Papa celebrou hoje uma missa na Basílica de São Pedro, com a comunidade birmanesa que reside em Roma, apelando ao fim da violência em Myanmar, "ferido pela violência, o conflito, a repressão".

Francisco desafiou os católicos do país asiático a "não ceder à lógica do ódio e da vingança, mas ficar com o olhar voltado para o Deus do amor que nos chama a ser irmãos entre nós".

O exército de Myanmar tomou o poder em 1º de fevereiro, desencadeando protestos em massa por todo o país e uma repressão militar, que custou a vida de, pelo menos, 780 pessoas.

Na sua homilia, o Papa ressaltou a necessidade de promover a "unidade", em relação aos pequenos e grandes conflitos. "Quando se sobrepõem os interesses partidários, a sede de lucro e poder, desencadeiam-se sempre confrontos e divisões", advertiu.

"Somos chamados a fazê-lo, também como Igreja: promovamos o diálogo, o respeito pelo outro, a custódia do irmão, a comunhão.

Não deixemos entrar na Igreja a lógica dos partidos, a lógica que divide, que coloca cada um no centro, descartando os outros".

A intervenção destacou a importância da oração, que ensina a "atravessar os momentos dramáticos e dolorosos da vida".

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