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1 mês

Bombardeio israelense à casa de líder do Hamas deixa 17 mortos em Gaza

16/05/2021 07h17Atualizada em 16/05/2021 08h54

Dezessete palestinos foram mortos em ataques israelenses na Faixa de Gaza hoje, informou o Ministério da Saúde local, elevando o número de mortos no enclave palestino para 174, desde segunda-feira (11).

O exército israelense bombardeou a casa do líder do Hamas na Faixa de Gaza, Yahya Sinouar, e do irmão dele, um ativista terrorista, segundo os militares. Sinouar controla o movimento islâmico palestino no território de dois milhões de habitantes, que vivem sob bloqueio israelense, há mais de dez anos. A localização dele ainda era desconhecida das autoridades.

De acordo com o último balanço de vítimas do lado palestino, 47 crianças estavam entre os mortos e 1.200 pessoas ficaram feridas, desde o início deste novo ciclo de violência entre o Estado judeu e grupos armados palestinos em Gaza.

O exército israelense afirma que 2.800 foguetes foram lançados de Gaza em direção a Israel, onde dez pessoas morreram.

O ataque de hoje veio após uma sequência de bombardeios, que já deixaram várias vítimas civis e destruiu um prédio onde trabalhavam jornalistas internacionais em Gaza, ontem.

A agência de notícias americana Associated Press disse ter ficado "chocada e horrorizada" com o bombardeio israelense que levou abaixo as instalações de seus escritórios e do canal de televisão Al-Jazeera.

Negociações diplomáticas

As negociações diplomáticas se intensificam após escalada de violência no conflito entre Israel e grupos armados palestinos na faixa de Gaza. Uma reunião virtual do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) acontece na tarde de hoje para discutir as tensões entre Israel e o Hamas, após os atentados que mataram civis e destruíram escritórios da mídia internacional na Faixa de Gaza.

O Secretário-Geral da ONU, Antonio Guterres, disse estar "chocado" com o "número crescente de vítimas civis" e "profundamente perturbado" pelo ataque israelense à sede de grupos de mídia estrangeiros.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que falou com o presidente dos Estados Unidos após os ataques, disse ter o apoio "inequívoco" de Joe Biden. O americano também conversou com o presidente palestino Mahmoud Abbas. Biden disse apoiar o direito de Israel "de se defender", mas expressou preocupação com "a segurança dos jornalistas".

Hoje, o enviado americano à região, Hady Amr, deve se reunir com líderes israelenses em Jerusalém e autoridades palestinas na Cisjordânia ocupada.

Os chanceleres da UE (União Europeia) convocaram uma videoconferência de emergência na terça-feira (18) para tratar sobre os combates entre Israel e os palestinos, informou o ministro das Relações Exteriores da UE, Josep Borrell.

"Em vista da escalada em curso entre Israel e Palestina e o número inaceitável de vítimas civis, estou convocando uma videoconferência extraordinária de ministros das Relações Exteriores. Vamos coordenar e discutir como contribuir da melhor maneira possível para acabar com a violência atual ", escreveu Borrell no Twitter.

(Com informações da AFP)

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