PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Conteúdo publicado há
1 mês

New York Times: Assassinos de Khashoggi tiveram treinamento nos EUA

Segundo o jornal americano The New York Times, quatro sauditas envolvidos no crime fizeram um curso paramilitar nos EUA - Getty Images
Segundo o jornal americano The New York Times, quatro sauditas envolvidos no crime fizeram um curso paramilitar nos EUA Imagem: Getty Images

Em Washington (EUA)

23/06/2021 12h18

Quatro sauditas que participaram do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, em 2 de outubro de 2018, fizeram um treinamento nos Estados Unidos um ano antes do crime, revelou hoje o jornal The New York Times.

Segundo a publicação, eles fizeram um curso paramilitar da empresa de segurança Tier 1 Group, controlada pela Cerberus Capital Management, no estado do Arkansas, em treinamento que tinha autorização do Departamento de Estado.

A preparação incluía aulas de tiro e de luta contra ataques com "natureza defensiva" e pensada em como proteger melhor os líderes sauditas. Um fonte consultada pelo "NYT" afirmou à publicação que ainda eram ensinadas táticas de vigilância e de contra-ataque.

Ainda conforme o jornal, não há nenhuma evidência que o governo deu a autorização ou a empresa deu o curso sabendo que o grupo iria matar o jornalista, mas o fato escancarou a proximidade de Washington ao regime saudita, acusado internacionalmente de violar constantemente os direitos humanos de sua população.

Além disso, a publicação ressalta que a autorização do Departamento de Estado foi dada no fim do governo de Barack Obama e que o treinamento ocorreu no primeiro ano do governo de Donald Trump.

Khashoggi foi morto dentro do consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, e seu corpo - que teria sido desmembrado - nunca foi localizado. O jornalista era um crítico ferrenho do regime e há suspeitas de que o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, esteja por trás do crime.

Em março deste ano, um relatório da Inteligência do governo Joe Biden aponta que o membro da realeza provavelmente "autorizou" uma operação para "capturar ou matar" Khashoggi.

Internacional