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Milhares protestam contra exigência de vacina de covid na Itália

Uma multidão foi às ruas de Roma, Trento, Palermo, Milão, Turim, Bolonha, Pádua, entre outros municípios, simultaneamente com tochas e cartazes para pedir "liberdade" de uma "medida ditatorial" - GUGLIELMO MANGIAPANE/REUTERS
Uma multidão foi às ruas de Roma, Trento, Palermo, Milão, Turim, Bolonha, Pádua, entre outros municípios, simultaneamente com tochas e cartazes para pedir "liberdade" de uma "medida ditatorial" Imagem: GUGLIELMO MANGIAPANE/REUTERS

28/07/2021 19h03

As manifestações contra a decisão do governo italiano de tornar obrigatório o uso do "passe sanitário" da Covid-19 para uma série de atividades, a partir de 6 de agosto, continuam nesta quarta-feira (28) em pelo menos 12 cidades da Itália.

Uma multidão foi às ruas de Roma, Trento, Palermo, Milão, Turim, Bolonha, Pádua, entre outros municípios, simultaneamente com tochas e cartazes para pedir "liberdade" de uma "medida ditatorial".

"Não ao passe verde", "liberdade das vacinas", "chantagem", "tirem as mãos das crianças" estão entre as frases escritas nas faixas das pessoas.

As mobilizações foram organizadas pelo movimento IoApro, que reúne proprietários de restaurantes, e por italianos do "No Vax", grupo contra vacina anti-Covid. Os militantes defendem que o "passe verde é coisa de nazista" e ressaltam que "é criminoso que os governantes incitem a violência e a divisão".

Em Roma, o ato acontece na Piazza del Popolo, no centro da capital italiana, e reúne pelo menos mil pessoas sob o lema "Unidos pela liberdade de escolha, contra toda discriminação".

Alguns parlamentares, incluindo membros do partido ultranacionalista Liga e o deputado conservador Vittorio Sgarbi, anunciaram sua presença.

Em seu discurso, Sgarbi aproveitou para dizer que não vai tomar o imunizante contra a Covid-19. "Não faço porque tenho medo da vacina. Não temos certeza de que a vacina foi testada. Eu não quero a vacina", afirmou.

Os organizadores também receberam o apoio de Paolo Becchi, ex-ideólogo do Movimento 5 Estrelas (M5S) que deixou Beppe Grillo em 2015.

Desde o último fim de semana, milhares de italianos estão protestando contra o certificado sanitário, uma extensão do passe de saúde europeu, que será exigido na Itália a partir de 6 de agosto para permitir o acesso a cinemas, museus, piscinas cobertas e estádios, ou para comer em restaurantes.

O documento será disponibilizado para pessoas com o ciclo completo de vacinação, com teste negativo recente ou que tenham se recuperado da doença. A medida foi anunciada depois que o governo entrou em alerta após a expansão dos casos diários de Covid-19.

A Itália acumula 4.330.739 contágios e 128.010 mortes desde o início da emergência sanitária.