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Itália debate uso de certificado sanitário em locais de trabalho

Primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, se reuniu com representantes dos sindicatos do país para discutir o uso do certificado de vacinação para acessar os locais de trabalho em fábricas, empresas e repartições públicas - Flavio Lo Scalzo/Reuters
Primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, se reuniu com representantes dos sindicatos do país para discutir o uso do certificado de vacinação para acessar os locais de trabalho em fábricas, empresas e repartições públicas Imagem: Flavio Lo Scalzo/Reuters

02/08/2021 18h55Atualizada em 02/08/2021 19h54

O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, se reuniu nesta segunda-feira (2) com representantes dos sindicatos do país para discutir o uso do certificado de vacinação, cura ou teste negativo para acessar os locais de trabalho em fábricas, empresas e repartições públicas.

O encontro ocorreu no Palazzo Chigi, sede do governo, e contou com a presença dos secretários-gerais da Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL), Maurizio Landini, da Confederação Italiana dos Sindicatos dos Trabalhadores (CSIL), Luigi Sbarra, e da União Italiana do Trabalho (UIL), Pierpaolo Bombadieri.

A Confederação das Indústrias Italianas (Confindustria) formulou a hipótese de que, para garantir a proteção de todos, poderia ser exigida a apresentação do "passe verde" aos empregados. Caso não possuam, eles poderiam ser transferidos para outro posto de trabalho ou suspensos, com impacto também no salário.

A posição é que "é necessária uma lei para introduzir a vacinação e o passe verde obrigatórios. No entanto, os sindicatos defendem também que a exigência do certificado sanitário não pode ser utilizada como uma "arma para demitir" os funcionários.

"Nada contra o princípio de extensão do passe verde, mas ele não pode se tornar uma ferramenta a ser usada para demitir e discriminar trabalhadores", afirmou Landini.

Sbarra, por sua vez, garantiu que todos estão "prontos para abrir discussões com as associações para melhorar o conteúdo do acordo".

"Sobre a vacina há um acordo de segurança sanitária assinado pelos parceiros sociais e inserido em decreto e qualquer tentativa de modificá-lo exige uma lei", enfatiza Bombardieri.

Já o líder da UIL lembrou que "o direito à saúde e ao trabalho deve ser feito com muita delicadeza", principalmente porque, "durante as viagens feitas ao redor do mundo, o único país onde as vacinas são obrigatórias é a Arábia Saudita".

Por fim, Landini explicou que o governo italiano "reservou-se o direito de fazer avaliações e levará em consideração as observações" de todos os sindicatos.

Devido ao aumento exponencial no número de casos de Covid-19 na Itália, Draghi anunciou que, a partir do próximo dia 6 de agosto, os habitantes do país terão de apresentar o comprovante sanitário para acessar bares, restaurantes, espetáculos ao ar livre, centros termais, piscinas públicas, academias, feiras, congressos, concursos, teatros e cinemas.

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