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México descarta pedir certificados de vacinação anticovid para acessar locais públicos

México descarta pedir certificados de vacinação anticovid para acessar locais públicos - Gerardo Vieyra/NurPhoto via Getty Images
México descarta pedir certificados de vacinação anticovid para acessar locais públicos Imagem: Gerardo Vieyra/NurPhoto via Getty Images

02/08/2021 16h40Atualizada em 02/08/2021 17h18

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, descartou nesta segunda-feira (2) a apresentação obrigatória de certificados de vacinação contra a covid-19 para acessar lugares públicos, uma política que tem causado protestos em países europeus.

"No caso do México, não vamos pedir esse tipo de comprovante, isso é muito claro, mas vamos cuidar para que não haja contágios", disse o presidente durante sua habitual conferência matinal de Puerto Vallarta, no oeste México.

No último sábado, mais de 200.000 pessoas se manifestaram em cerca de cem cidades francesas contra o chamado passaporte de saúde, medida que o governo francês impôs para restringir o acesso às atividades culturais e sociais apenas a pessoas imunizadas ou com um recente teste de covid-19 negativo.

As restrições também geraram protestos na Alemanha no domingo, onde centenas de pessoas tomaram as ruas de Berlim em atos que terminaram em confrontos com a polícia.

"Na Europa há manifestações muito fortes porque pedem a confirmação da vacina para circular ou entrar em centros comerciais e restaurantes, e as pessoas se opõem a isso", disse López Obrador.

O presidente de esquerda destacou que apesar do recente aumento das infecções, parte da terceira onda de casos de covid-19 no México, o número de mortes diminuiu graças ao avanço da vacinação.

"O melhor é a vacinação", disse López Obrador, acrescentando, porém, que os governos estaduais têm competência para estabelecer suas próprias medidas de prevenção.

Dos 126 milhões de habitantes, cerca de 47,4 milhões de pessoas foram vacinadas no país, das quais 25,7 milhões já completaram o esquema de duas doses.

O país latino-americano é o quarto mais atingido no mundo pela pandemia, com 2,85 milhões de casos confirmados e 241.034 mortes, segundo dados oficiais.

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