Ataque suicida deixa mortos em área comercial de Istambul

Um ataque suicida em uma área comercial de Istambul, na Turquia, deixou pelo menos quatro mortos na manhã deste sábado (19), informaram autoridades do país. Outras 36 pessoas ficaram feridas, entre elas 12 estrangeiros, quando uma bomba foi detonada próximo a um prédio do governo.

Nenhum grupo reivindicou ainda a autoria do ataque, o mais recente a atingir o país.

O governo turco acusou militantes curdos de estarem por trás dos últimos atentados e lançou ofensivas como forma de retaliação.

O ataque deste sábado em Istambul, que é a maior cidade de Turquia, ocorreu por volta de 11h (6h em Brasília).

Segundo a imprensa local, três turistas israelenses estariam entre os feridos. O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou que cidadãos do país haviam sido feridos, mas não precisou o número ou o estado de saúde deles.

Grupos extremistas como o Estado Islâmico (EI) e de militantes curdos já tinham reivindicado a autoria de ataques recentes na Turquia.

O presidente do país, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que "grupos terroristas" passaram a atacar civis por "estarem perdendo a guerra" contra forças do governo turco.

A Turquia faz parte da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o EI e permite a aviões de aliados usarem a base aérea de Incirlik para lançar ofensivas no Iraque e na Síria.

O governo turco também vem bombardeando alvos curdos na Síria. Autoridades afirmam que os combatentes são associados ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Um cessar-fogo de dois anos entre a Turquia e o PKK foi rompido em julho do ano passado. Desde então, mais de 340 membros das forças de segurança da Turquia foram mortos assim como pelo menos 300 combatentes curdos, além de mais de 200 civis.

O PKK vem pressionando por autonomia para a minoria curda da Turquia por décadas, realizando ataques regulares contra forças de segurança turcas.

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