Destruição do EI em Palmira foi 'menor do que se esperava'

Depois de 10 meses sob controle do grupo extremista muçulmano Estado Islâmico, a cidade histórica de Palmira, na Síria, foi libertada por tropas leais ao presidente do país, Bashar al-Assad. Especialistas temiam que os soldados fossem encontrar um cenário de desolação no que diz respeito às relíquias - o grupo extremista é conhecido pelo vandalismo do que considera símbolos profanos.

Porém, enquanto alguns tesouros arqueológicos foram realmente destruídos, a maior parte das ruínas de Palmira permanece intacta.

Estratégia

"Estávamos esperando o pior, mas a cidade está no que podemos chamar de boa forma", disse à agência de notícias AFP Maamoun Abdulkarim, uma espécie de Ministro das Antinguidades sírio.

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Com o auxílio de bombardeios russos, o exércio sírio expulsou os militantes do Estado Islâmico, que tomaram Palmira em maio do ano passado e executaram o arqueólogo responsável pelas ruínas, depois dele se recusar a informar a localização de algumas relíquias arqueológicas que haviam sido escondidas.

A cidade histórica fica em uma área estratégica, próxima à estrada que liga a capital síria, Damasco, à Deir al-Zour, localidade do leste do país que é disputada pelo Estado Islâmico e as forças leais à Assad.

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Nos meses em que dominou Palmira, o Estado Islâmico divulgou imagens da destruição de sítios arqueológicos - dois templos com mais de 2 mil anos de idade, por exemplo, foram implodidos. Os jihadistas fizeram o mesmo em localidades no Iraque.

De acordo com informações da Unesco, a agência da ONU para a educação, ciência e cultura, Palmira tinha pelo menos mil colunas, um aqueduto romano e uma necrópole com mais de 500 tumbas antes da invasão do Estado Islâmico. Antes do início da Guerra Civil Síria, em 2011, a cidade recebia cerca de 150 mil turistas por ano.

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