Como uma pulseira fitness incriminou marido por assassinato de americana

  • Polícia de Connecticut

    Richard Dabate pagou a fiança de US$ 1 milhão e aguarda julgamento

    Richard Dabate pagou a fiança de US$ 1 milhão e aguarda julgamento

Uma pulseira que mede atividade física fez um homem passar de vítima de agressão a acusado de assassinar a própria mulher nos Estados Unidos.

Richard Dabate, de 40 anos, havia dito que um invasor usou uma arma para matar Connie, de 39 anos, na casa deles em 23 de dezembro de 2015.

Em seu relato à polícia, ele afirmou ter chegado ao local do crime por volta das 9h, após deixar os filhos na escola. E que então foi atacado pelo suposto intruso.

Dabate chegou a descrever o agressor como "um homem obeso e alto, com uma voz grave como a do ator Vin Diesel, que usava camuflagem e uma máscara".

De acordo com seu testemunho, o suposto invasor usou um revólver calibre .357 - comprado pelo próprio Dabate dois meses antes e registrado em seu nome - para disparar duas vezes contra Connie.

Facebook/Reprodução
Connie Dabate morreu em dezembro de 2015

Detalhes do crime

O caso ocorreu em Connecticut, nos Estados Unidos. Connie, uma representante farmacêutica, levou dois tiros, um deles na nuca.

A polícia encontrou Richard Dabate com um braço e uma perna amarrados em uma cadeira na cozinha, local da casa onde sua mulher foi assassinada. Ele apresentava feridas superficiais, feitas com uma arma branca, e disse à polícia que havia lutado contra o invasor.

Mas a pulseira FitBit de Connie contou uma versão diferente.

Os últimos movimentos da mulher, que havia usado o acessório para fazer uma aula de ginástica naquela manhã, foram gravados pelo dispositivo às 10h05, uma hora depois do momento em que, segundo o relato de Dabate, o casal teria sido atacado.

Além disso, os investigadores disseram que as evidências físicas não apontavam uma luta corporal e que os cães farejadores da polícia não detectaram cheiro de outras pessoas na casa.

Neste mês, o marido foi acusado de assassinato, manipulação de provas e de fazer declarações falsas sobre a morte de sua mulher. Ele responde em liberdade, já que pagou uma fiança de US$ 1 milhão.

O julgamento está previsto para o dia 28 de abril - o advogado diz que Dabate é inocente.

Os detetives do caso descobriram que ele tinha uma relação com outra mulher, que estava esperando um bebê dele, e havia pedido o divórcio a Connie um ano antes do crime.

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