Tunisiano suspeito de atentado em Berlim ficou preso 4 anos; conheça seus passos na Europa

Antes de virar principal suspeito do atentado a feira de Natal em Berlim, tunisiano de 24 anos foi condenado no seu país e cumpriu quatro anos de prisão na Itália. Na Alemanha, usava documentos falsos e foi vigiado.

O tunisiano Anis Amri, 24, é o homem mais procurado da Europa. A Alemanha ofereceu 100 mil euros por informações que levem à sua captura depois que ele se tornou o principal suspeito do atentado num mercado de Natal em Berlim, que deixou 12 mortos e 48 feridos.

Já está claro que o tunisiano era conhecido não apenas pelas autoridades da Alemanha, mas também da Itália, onde ficou preso por quatro anos.

A cronologia abaixo mostra os principais passos de Amri desde que deixou a Tunísia rumo à Europa:

Início de 2011: Amri deixou a Tunísia. Na época, ele era procurado no país por assalto à mão armada. Mais tarde, um tribunal tunisiano o julgou in absentia, e o condenou a cinco anos de prisão.

Fevereiro de 2011: Amri chegou à Itália junto com milhares de tunisianos que cruzaram o Mediterrâneo na sequência da Primavera Árabe, segundo informações da agência de notícias italiana Ansa. Ele viveu durante vários meses num centro juvenil próximo a Catânia, na Sicília.

Outubro de 2011: O jovem tunisiano foi preso junto com outros três conterrâneos sob suspeita de incêndio, assalto, intimidação e fraude, conforme informou o jornal italiano Corriere della Sera. Ele foi sentenciado a quatro anos de prisão. Parte da pena foi cumprida em Catânia, e o restante na prisão de Ucciardone, em Palermo. Como detento, ele mostrou ser violento, mas não pareceu ter-se radicalizado, segundo fontes de segurança citadas pelas Ansa.

Meados de 2015: Amri deixou a prisão e recebeu uma ordem de repatriação, mas as autoridades tunisianas não responderam a tempo às autoridades italianas. Ele foi liberado com ordens para deixar a Itália por conta própria.

Setembro de 2015: Amri entrou na Alemanha pela cidade de Freiburg, no sudoeste do país, próxima às fronteiras da França e da Suíça. Ele pediu refúgio usando diferentes nomes e nacionalidades – incluindo marroquina, egípcia e libanesa – e passou alguns meses no estado da Renânia do Norte-Vestfália, no oeste do país.

Durante esse período, ele supostamente manteve contato com Abu Walaa, acusado de ser o líder de um grupo que teria recrutado pessoas e fornecido apoio financeiro e logístico ao grupo extremista "Estado Islâmico" (EI).

Fevereiro de 2016: O tunisiano se mudou para Berlim. Na capital, ele ficou sob a mira das autoridades por tráfico de drogas no Gorlitzer Park e também por se envolver numa briga de bar.

Março de 2016: Amri tornou-se alvo de uma investigação sobre terrorismo. Promotores alemães afirmaram que ele planejava realizar um roubo para juntar dinheiro e comprar armas automáticas, "possivelmente para cometer um ataque com cúmplices". A investigação foi suspensa em setembro devido à falta de evidências.

Junho de 2016: O pedido de refúgio de Amri foi recusado pelas autoridades alemãs e ele deveria ser deportado. A deportação não ocorreu devido a problemas burocráticos com a Tunísia. Amri não tinha documentos que provassem que ele era tunisiano, e a Tunísia inicialmente negou que ele fosse. Os documentos necessários para a deportação chegaram nesta quarta-feira, dois dias depois do ataque em Berlim, segundo autoridades do estado da Renânia do Norte-Vestfália.

Novembro de 2016: As autoridades alemãs trocaram informações sobre Amri no Centro Antiextremismo e Antiterrorismo do país (GETZ, na sigla em alemão), em Berlim.

Dezembro de 2016: As autoridades alemãs perderam qualquer sinal de Amri. Suspeita-se que nessa época o tunisiano tenha mantido contato com salafistas no estado da Renânia do Norte-Vestfália.

19 de dezembro de 2016: Um grande caminhão carregado de aço foi jogado contra a multidão num mercado de Natal no centro de Berlim, deixando 12 pessoas mortas e 48 outras feridas. Amri tornou-se o principal suspeito no caso depois que documentos dele foram encontrados no veículo. 

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