Processo com ELN mostra anacronismo dos que insistem na guerra, segundo Farc

Havana, 30 mar (EFE).- A delegação de paz das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em Havana afirmou nesta quarta-feira que o início de negociações entre a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) e o governo colombiano evidencia o "anacronismo" das forças políticas e econômicas em decadência que ainda persistem no prolongamento da guerra.

"Temos certeza que a agenda pactuada entre o governo e o ELN contribuirá para avançar na materialização das aspirações do povo colombiano por uma sociedade sustentada na democracia verdadeira e na justiça social", afirmou uma declaração dos negociadores das Farc divulgada em seu site.

As Farc, que estão na mesa de negociações com o governo de Juan Manuel Santos desde novembro de 2012 na capital cubana, além de celebrar "o passo do ELN rumo à paz", afirmaram que a perspectiva real de "duas mesas, um só processo" é um "fato histórico".

Também ressaltaram o que representa o novo processo que o ELN iniciará para a terminação da expressão armada do conflito, e avaliaram sua contribuição ao avanço em direção à "verdadeira democratização política, econômica, social e cultural" do país.

"Se consolidam assim os caminhos rumo à construção de uma paz verdadeira e completa, aspiração histórica de nossa guerrilha e da organização irmã do ELN", ressaltou o grupo insurgente mais longevo da América Latina.

Para as Farc a fase pública de conversas entre o ELN e o governo colombiano expressa ainda "o compromisso das nações irmãs de Nossa América", especialmente de Cuba, Venezuela, Equador, Chile e Brasil, assim como do governo da Noruega, com a paz do continente.

Representantes do governo da Colômbia e do ELN decidiram nesta quarta-feira em Caracas instalar uma mesa pública de conversas na busca da paz que estará radicada no Equador, mas que também realizará sessões no Brasil, Venezuela, Chile e Cuba, países que atuarão como fiadores.

O anúncio do início do processo acontece depois da realização de reuniões "exploratórias" entre janeiro de 2014 e março deste ano. EFE

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