ONU descarta negociações de paz sobre a Síria nas próximas semanas

Nações Unidas, 26 mai (EFE).- O mediador da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, disse nesta quinta-feira que quer realizar uma nova rodada de negociações de paz "o mais rápido possível", mas descartou que isso ocorra durante as próximas "duas ou três semanas".

De Mistura explicou em comunicado que considera necessário ver "progressos no local", particularmente no que se refere ao fim das hostilidades e o fornecimento de ajuda humanitária.

O diplomata fez estas declarações após conversar por videoconferência e a portas fechadas com os membros do Conselho de Segurança da ONU para analisar a situação na Síria.

Sob a mediação das Nações Unidas, o governo sírio e grupos da oposição realizaram entre o começo de fevereiro e final de abril várias rodadas de consultas diplomáticas sem resultados visíveis.

As expectativas de um rápido reatamento do diálogo se viram complicadas na última semana por uma intensificação dos combates e dificuldades para a entrega de ajuda humanitária à população.

De Mistura disse hoje que vai manter um contato próximo com os opositores sírios e com o Grupo Internacional de Apoio para a Síria, formado por potências mundiais e regionais, antes de determinar "o momento apropriado" para voltar a convocar as partes a irem a Genebra.

Segundo a embaixadora americana na ONU, Samantha Power, De Mistura expressou ao Conselho de Segurança sua "frustração" pela falta de acesso humanitário e o perigo pelo qual passa a paralisação das hostilidades.

"Está claro que a violência aumentou no último mês e que está perto dos níveis anteriores à paralisação das hostilidades", disse Power, que culpou principalmente o regime sírio sobre essa situação.

A diplomata pediu à Rússia, como aliada de Damasco, a pressionar o governo sírio para que cumpra o cessar-fogo e deixe de cometer ataques contra civis.

"Os limitados progressos que alcançamos juntos neste ano estão em perigo pelas ações de um regime que parece decidido a ignorar a paralisação das hostilidades e, frequentemente, apelos desesperados para o acesso de ajuda humanitária", disse a representante americana.

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