PSOE quer alta participação em pleito espanhol para trazer maior legitimidade

Madri, 26 jun (EFE).- O candidato do Partido Socialista e Operário Espanhol (PSOE) à presidência do governo da Espanha, Pedro Sánchez, encorajou a população a votar para que haja uma participação "em massa" nas eleições deste domingo, o que, segundo ele, daria ao Executivo "a maior legitimidade possível".

Sánchez votou no município de Pozuelo de Alarcón, nos arredores de Madri, acompanhado de sua esposa, Begoña Gómez.

"Peço uma participação em massa, uma participação altíssima para decidir entre todos o futuro que queremos dar à Espanha para os próximos quatro anos e para as próximas gerações", desejou o secretário-geral do PSOE após depositar seu voto.

Depois que não foi possível formar governo com o resultado das eleições de 20 de dezembro, Sánchez, cujo partido aparece em terceiro nas pesquisas e perderia o segundo lugar, ressaltou que "é muito importante que o próximo governo conte com a maior legitimidade possível".

"Só podemos conseguir isso através do voto, indo às urnas e depositando a cédula", insistiu o político socialista.

No entanto, Sánchez não quis responder às perguntas relacionadas com a possibilidade de perder nestas eleições o segundo lugar obtido no pleito de dezembro, já que as pesquisas indicam que o PSOE seria superado pela aliança esquerdista Unidos Podemos, que reúne os partidos Podemos e Esquerda Unida.

"Estamos com outro tipo de perguntas. Participação, participação e participação", ressaltou Sánchez.

A jornada de votação transcorre sem incidentes na Espanha, onde mais 36,5 milhões de cidadãos estão aptos a votar para escolher os 350 deputados do Congresso e os 208 senadores que formarão as Câmaras do Legislativo.

Já votaram hoje o presidente do governo espanhol interino, Mariano Rajoy, e o candidato do Ciudadanos, uma das novas formações que romperam o bipartidarismo no pleito de dezembro, Albert Rivera, que também encorajaram os cidadãos a participar.

Segundo as pesquisas, nenhum partido obteria maioria absoluta para governar sozinho, por isso estariam inclinados, assim como em dezembro, a fazer acordos para formar um governo de coalizão.

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