Ministro das Finanças do R.Unido não se apresentará para substituir Cameron

Londres, 28 jun (EFE).- O ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, indicou nesta terça-feira que não se apresentará como candidato para substituir o primeiro-ministro David Cameron, que comunicou sua intenção de renunciar após a vitória do "Brexit".

Osborne disse hoje ao jornal "The Times" que "não é a pessoa que fornecerá a unidade" que o Partido Conservador necessita, em referência às divisões internas entre os partidários da saída britânica da União Europeia (UE) e os que preferiam ficar.

Após o anúncio da renúncia de Cameron na sexta-feira, os conservadores começarão amanhã o processo interno para escolher o novo líder do partido, que automaticamente se transformará em primeiro-ministro.

As candidaturas poderão ser apresentadas a partir de amanhã, até a quinta-feira. Após isso, haverá uma série de eleições internas e espera-se que o partido tenha um novo líder até o dia 2 de setembro.

Osborne, que fez forte campanha em favor da permanência britânica na UE, disse ao "The Times" que aceita "plenamente" o resultado do referendo realizado na quinta-feira, no qual a população apoiou a saída do bloco com quase 52% dos votos.

Além disso, o ministro considerou "sensato" atrasar o pedido à UE da retirada do Reino Unido, para o qual deve invocar o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que especifica o processo sobre a saída de um país-membro da União.

"Só o Reino Unido pode fazer isso (pelo artigo 50) e não deveríamos ter pressa. (A notificação) Só deve acontecer quando tivermos uma visão clara de como deverá ser nossa nova relação com os aliados europeus, e isso requer tempo e cabeças frias", disse o ministro.

Por outro lado, o titular de Saúde do Reino Unido, Jeremy Hunt, disse hoje aos veículos de imprensa britânicos que está analisando seriamente a possibilidade de se apresentar como candidato à liderança do Partido Conservador.

Hunt se mostrou favorável a um segundo referendo, mas sobre as condições negociadas com a UE sobre a retirada.

"Não devemos invocar o artigo 50 imediatamente porque isso estabelece um limite de dois anos de negociações, após o qual poderíamos ser retirados (da UE) sem nenhum acordo", acrescentou o ministro da Saúde.

Cameron disse que não será o político responsável por negociar as condições da saída do bloco e que isso deverá ser competência do novo primeiro-ministro, que já deverá estar no cargo quando os conservadores se reunirem em seu congresso anual em outubro.

Outro nome cogitado para a liderança do grupo conservador é a ministra de Interior, Theresa May, vista como uma figura unificadora, enquanto o ex-prefeito de Londres Boris Johnson, que liderou a campanha a favor do "Brexit", é outro político com boas possibilidades.

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