Obama: "EUA tem compromisso de uma relação forte e unida com a Espanha"

Madri, 10 jul (EFE).- "Estamos muito agradecidos por todas as décadas que leva acolhendo Espanha a nossas Forças Armadas, e somos importantes / grandes parceiros comerciais. Por isso Estados Unidos tem o firme compromisso de manter nossa relação com uma Espanha forte e unida", afirmou o presidente americano, Barack Obama.

Em declarações ao jornal "El País", Obama disse que espera e prevê "que o próximo governo espanhol terá esse mesmo empenho em uma relação sólida com os Estados Unidos e a Europa".

"Precisamos que a Espanha continue contribuindo para a campanha contra o Estado Islãmico, para os esforços antiterroristas a fim de prevenir atentados e para os esforços da Otan para fortalecer nossa posição de defesa e dissuasão", completou.

Obama reconhece que a crise bancária e a recessão afligiram de forma "brutal" muitos espanhóis e assevera que "graças a uma combinação de fatores - difíceis reformas estruturais, consolidação fiscal, investimentos e, sobretudo, a capacidade de adaptação dos espanhóis -, a Espanha superou uma etapa. A economia está voltando a crescer, com uma das taxas mais altas da Europa. Existem novas esperanças para o futuro", disse.

"Precisamos da cooperação da Espanha, para enfrentar os desafios internacionais, desde os migrantes desesperados que cruzam o Mediterrâneo até a mudança climática. Tenho a confiança de que, seja qual for o próximo governo, a Espanha vai continuar sendo um aliado sólido", disse Obama.

Em matéria de segurança o presidente americano afirmou que "a Espanha é um sólido aliado na Otan" e agradece o país por sua contribuição de pessoal para ajudar a treinar as forças iraquianas em sua luta contra o EI.

"À medida que as ameaças atuais aumentam, precisaremos que a Espanha e nossos aliados europeus continuem se envolvendo e isto inclui investir mais em nossa defesa", opinou.

Sobre a situação da UE, Obama afirmou: "A Europa integrada é um dos maiores triunfos políticos e econômicos de nossa época, (...). Mas não resta dúvida que esse projeto de integração está sendo pondo a toda prova mais do que nunca. Não é momento de complacências".

O presidente americano esclareceu a decisão de sua administração de "pôr fim a meio século de políticas fracassadas dos Estados Unidos (no resto da América), restabelecer as relações diplomáticas com Cuba e iniciar uma nova era de diálogo com o povo cubano", o que na sua opinião "já teve um efeito transformador".

"Eu gostaria de assinalar que nossa nova estratégia em relação a Cuba eliminou um empecilho em nossas relações com outros países da região. Os governos de toda América receberam com entusiasmo nossa mudança de política", afirmou.

Nesse contexto, ele disse: "A Espanha faz parte deste novo momento tão promissor na América Latina, e lhe agradecemos que seja um parceiro sólido, disposto a trabalhar conosco pela segurança, prosperidade e dignidade que os latino-americanos merecem".

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