Obama apoiará Hillary com discurso otimista sobre o futuro dos EUA

Miriam Burgués.

Filadélfia (EUA.), 27 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, entrará no palco da Convenção Nacional Democrata nesta quarta-feira para apoiar a candidata do partido à Casa Branca, Hillary Clinton, com um discurso "profundamente otimista" sobre o futuro do país.

O tom do discurso foi antecipado pelo próprio Obama em entrevista à emissora "NBC News", na qual também disse que considera "possível" uma vitória do candidato republicano, Donald Trump, além de ter alertado sobre a falta de conhecimento do empresário sobre o mundo.

Obama discursará depois de Hillary ter sido confirmada ontem como a primeira mulher candidata à presidência da história de um grande partido dos EUA exatamente 12 anos após seu famoso discurso na convenção democrata realizada em Boston, em 2004.

O presidente era então um senador quase desconhecido de Illinois e esse discurso o deu projeção política nacional. Em um momento em que o país estava dividido pela Guerra do Iraque, Obama falou sobre a necessidade de união, de esquecer as diferenças raciais e de avançar positivamente em direção ao futuro.

"Eu digo a vocês nesta noite que não há um Estados Unidos liberal e outro conservador. Há um Estados Unidos da América. Não há um Estados Unidos negro, outro branco, outro asiático e outro latino. Há um Estados Unidos da América", afirmou Obama na época.

O porta-voz adjunto da Casa Branca, Eric Schultz, disse ontem que é provável que Obama evoque o famoso discurso de 2004 hoje.

"Acredito que o presidente falará do que somos como país e que estamos melhor unidos do que divididos", antecipou Schultz sobre o discurso que, explicou, Obama está há "semanas" preparando.

Além disso, Schultz sustentou que Obama irá focar seu discurso, além das esperadas críticas a Trump, em explicar por que Hillary, que foi sua secretária de Estado, deve ser a próxima presidente.

Há quatro anos, na convenção na qual aceitou ser candidato à reeleição, Obama fez um discurso centrado na economia e ofereceu aos eleitores um "caminho difícil" que os levaria a um "lugar melhor", convencido de que poderia resolver os problemas do país.

"O caminho que estou oferecendo não é rápido, nem fácil. Vocês não me elegeram para que dissesse o que vocês querem ouvir, mas para que lhes dissesse a verdade. E a verdade é que levará mais do que alguns poucos anos para resolver problemas acumulados durante décadas", ressaltou Obama no encerramento da convenção em 2008.

Agora, o presidente acredita que há "muito em jogo nesta campanha" nas eleições de novembro. E hoje, destacará que o "histórico de conquistas" dos últimos oito anos indica que é necessário "seguir por esse caminho e não recuar", disse Schultz.

Na entrevista à "NBC", Obama disse que viu todo o tipo de loucura nas campanhas políticas e que por isso não pode descartar uma hipotética vitória de Trump nas eleições de novembro. No entanto, fez críticas à "falta de conhecimento básico" de mundo do rival.

"O que acredito que dá medo é um presidente que não sabe o que tem que saber e não parece ter interesse em aprender o que não sabe", afirmou.

Obama também brincou que não poderá igualar a bem-sucedida intervenção de sua esposa, Michelle, responsável pelo discurso mais elogiado da convenção democrata. "Ela foi capaz de nos lembrar que o que realmente conta é o tipo de mensagem que estamos passando para nossos filhos sobre o que somos e para onde queremos levar este país", disse o presidente.

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